quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Exterminador e Implacável


por Matemaníaco

Se bem me lembro,
foi numa tarde de Setembro,
Ainda sóbrio estava Bejekas
a limpar o pó das canecas.
Entra o ferrugento exterminador
Precisava mesmo de  manutenção
mas só pediu um canecão.
E até pediu com "se faz favor".

Pouco depois chega outro imperador
Pede uma colher,
Mas sem o "o faz favor"
E finalmente, uma bela mulher.

Ao vê-la foge um cliente
e mais um
e ainda mais um
fugiu muita gente.

Pergunta Bejekas preocupado:
"Eles conhecem-na de algum lado?"
"Faça-me Uma caipirinha"
"És tu Isabelinha?"
Perguntou Exterminador, sem a olhar.
E o silêncio ficou no ar.
Aproximou-se o da colher.
"Olá, sou o Implacável, muito prazer!"
"Faz o favor de desaparecer!"
"Isso não é forma de me responder!"
"Se calhar preferes que te mande f..."

"Afasta-te! Ela é assunto meu."
Diz Exterminador num tom ameaçador
"Sim, são todas tuas ó Romeu!"
"Mostra-lhe como és homem Exterminador"
Ri-se a mulher.

E com uma rixa como nunca se viu,
o Balcão da TASCA ruiu.
Enquanto lutavam, foi com Bejekas que ela fugiu.
"Sabes, foi por mim que ela do convento saiu."

A luta parou.
"Desculpa? Esta é a tal?"
E Implacável se levantou.
Exterminador nem se chateou.
Deu um murro e Implacável voou.

"Vamos parar com isto, ou continuar noutro lugar
Mas sendo ela a tal, eu já não vou lutar."
"Ok, eu vou concordar,
mas és tu que vais limpar"

"Onde já se viu?
Lutar por uma oferecida"
-Diz Hara, aborrecida-
"Não! Limpam os dois!
Depressa. Eu volto depois!
Quero isto a brilhar!"

Exterminador e Implacável, passaram a noite a trabalhar
e a se insultar.
Assim nasceu uma
Uma estranha aliança que já fez muitos chorar.

PS: É para verem como o cinema não adapta bem história nenhuma. Acham que isto tem alguma coisa a ver com o filme "Exterminador Implacável"?

terça-feira, 25 de setembro de 2012

As aventuras de Capitão Lagrange: Capítulo 1 - Introdução (1ª parte)

Por Matemaníaco

Cargueiro Grande CG MAT4532534-2010,  Diário de bordo  1 de Setembro  de 2012  C0
Estamos a carregar Deutério para Ganymede. É uma viagem de pouco menos de 4 minutos. Temos ordens para depois juntar-nos a uma frota de exploração que partirá de [1:39:16].

Log Pessoal do comandante David Lagrange
Acabámos de sair de Ganymede, onde nos juntámos à 3ª frota imperial para uma missão de exploração.
Dentro de 30 minutos chegaremos a [1:39:16]. É a primeira vez que comando uma nave na frota imperial.
O pessoal aqui é demasiado disciplinado. Não estou habituado a tanta disciplina.
Nas frotas civis, onde cresci, há crianças, há tripulação viciada em jogos tipo oGame, bêbados e viciados em narcóticos.
Aqui, até as sanitas brilham, e o cargueiro já tem dois anos.
Após 5 anos na academia imperial, passei um ano a treinar em simuladores. Os simuladores também não me prepararam para algo tão organizado.
Como toda a tripulação, sinto-me honrado por servir o império. Sim, ... pois!
Vou ao bar da nave, e deixo isto em piloto automático. Para mim as bebidas são de borla.

Log pessoal do barman  Hic Bota Mais Um da Silva.
Faltava cerca de uma quarto de hora para o salto. O comandante chegou ao bar. Se me for permitido adivinhar, acho que como todos os anteriores comandantes saídos da academia que passaram por este bar, estava aborrecido com o excesso de disciplina e limpeza.
Pediu uma vodka preta. pedido pouco habitual. Não tínhamos. Pediu uma vodka normal. Saiu, levou a garrafa e não me disse mais nada. Parece que o comando imperial mandou-nos mais um idiota com manias.
Atendi mais dois ou três clientes, até chegarmos ao ponto de salto. Olhei à janela. e... a frota saltou.
Mas, não reconheci o local de chegada.
Além de idiota com manias, o burro não soube programar o salto! Ai ai, isto nunca tinha acontecido antes!
Havia um planeta com anéis e muitos destroços. Vi pela janela do bar naves da frota a explodir!
 Pouco depois, a gravidade começou a falhar e eu a flutuar.
 Juro que ainda não tinha bebido!


Log Pessoal do comandante David Lagrange, suplemento

Não sei o que se passou. A frota não saltou para as coordenadas previstas.
A frota rematerializou-se sobre um campo de destroços. Várias naves de batalha explodiram. Sobrou um destruidor. mas o tipo que a comandava, capitão da frota e meu superior directo morreu, com cristal enfiado na cabeça.
Não sei onde estamos, mas a única nave com instrumentos de leitura funcional, diz que estamos noutro universo.

Lagrange acordou no que parecia ser uma enfermaria improvisada. Sentia dores em todo o corpo.
-Está a bordo da NB Imperial HAR0032534-2010. O seu cargueiro perdeu suporte de vida, gravidade, e motores - disse-me uma rapariga. Não tinha uniforme imperial.
-Como é que vim parar aqui? Onde está o meu vodka?
-Descanse. Está em boas mãos.
E com uma injeção sabe-se lá de quê Lagrange perdeu outra vez a consciência..
Quando a recuperou, estava um homem de barbas sentado à sua frente. Lagrange olhou-o fixamente e não disse nada.
-Olá, meu nome é Óxinol. Sou um cientista ao serviço da Imperatriz Aivota.
-Não me diga... Também há impérios depois da vida, espero que também haja bebida, porque sem nada esta história não é fácil de engolir.
-Não, nada disso, o senhor e eu estamos bem vivos, mas muito longe de qualquer império
-Vá directo ao assunto, porque está aqui?E quando sair diga à rapariga que tenho sede.
-Eu estou aqui há 3 anos. Muitas expedições de vários imperadores perderam-se com um salto que ultrapassa o nosso conhecimento científico, e muitas outras ainda se perderão. Mas, eu acho que tenho uma forma de voltarmos ao império.Só que vou precisar da sua ajuda. Você tem treino de...
-Três anos? Espere lá, como é que eu vim aqui parar? Eu estava no meu cargueiro a logar o acontecido, após ter avaliado estragos e ...
-E?
-E... vi pela janela outro cargueiro a vir contra o meu! Como é que eu estou vivo?
-Não sei. Mas sei que é a nossa melhor hipótese para criarmos um portal de salto.
-Repita lá isso?
(... continua, aqui )

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Umas horas na vida de um Imperador (II)

Por Matemaníaco

Ganymede, lua em torno de Jupiter [1:39:4]

Como todas as noites, tenho as minhas concubinas no palácio carnal... Hoje não é diferente!
Só que hoje, apetecia-me mesmo ter a Troy. Minha conselheira e esposa do capitão da guarda, Bat Solo.
Sempre que brinco com ela, ela responde-me que é comprometida. Isso não é resposta!
Bem, se calhar, afinal até é!
Minha culpa! Foi a minha concubina preferida durante anos.
Um dia, dei-me ao trabalho de ver a ficha dela...e de várias outras.
Ofereceu-se para o lugar, tal como tantas outras cujo sonho é servir o imperador.
Passou nas provas de selecção, e deu entrada no meu harém pessoal.
No entanto, era diferente de muitas. Tinha formação multidisciplinar...
Era tremendamente inteligente e interessante. Podia ter sido uma cientista, uma médica, militar...
Com aquele currículo, como é que uma mulher pode querer ser concubina?
Segundo ela, era a única forma de poder que eu reparasse nela.
Tinha uma paixoneta por mim desde a adolescência.
Uma noite perguntei-lhe se queria ser minha conselheira.
Ela respondeu-me que queria ser minha mulher. Que morria de ciúmes de todas as outras concubinas.
Respondi-lhe:
"Sê minha conselheira. E um dia esse teu desejo pode concretizar-se."
Ela aceitou. Os primeiros dias foram péssimos, mas ela aguentou.
Uma concubina nunca tinha subido tanto na vida.
Mas ela aguentou firme, perante a hostilidade de outros meus funcionários.
Acabei por pedir a Solo que tratasse da segurança pessoal dela.
Durante vários meses, Troy demonstrou o seu valor. Suas sugestões na gestão do império destacaram-na perante todos os outros, e tornou-se popular, principalmente no seu paleta natal, Júpiter.
A minha admiração por ela cresceu tanto que me esqueci que eu tinha um harém pessoal.
Jantávamos juntos quatro dias por semana... Até ao dia, em que num desses jantares lhe disse que gostaria de passar mais tempo com ela.
Foi a primeira vez que ouvi:
"Senhor, eu sou uma mulher comprometida."
Aquilo atingiu-me como um relampago... mas ela, continuou.
"Solo esteve sempre comigo nos últimos anos. Tem passado mais tempo comigo numa semana do que o senhor em meses. Percebi que sou apenas uma serva de vossa magnificência, não uma companheira."
Mais uma vez, não consegui deixar de admirar a coragem dela. De facto eu mereci ouvir.
Qualquer outra pessoa, no mínimo seria expulsa do palácio.
Eu podia acabar com aquilo ali na hora, mas, o que saiu da minha boca foi:
"Compreendo. Posso continuar a contar consigo como minha conselheira e minha amiga?"
Ela olhou-me nos olhos e perguntou:
"Há algum motivo para as coisas mudarem?"
Sim, haviam milhões de motivos... mas mais uma vez o que me saíu da boca foi:
"Não!"
Até ao fim desse jantar não se disse mais nada.
Assim que ela saíu chamei Solo.
"Sim meu senhor?"
"Tu, voltas para o teu antigo posto de Capitão da Guarda, e a tua primeira ordem é, manda reabrir o meu harém!"
"E Troy?"
"Continua como minha conselheira, e se um dia quiserem, tu e ela podem casar, e terão a minha benção."
"Senhor... Casámos há um mês atrás."
Porra! Apeteceu-me mesmo matar o gajo!
"Tens as tuas ordens!"
Fiquei sozinho naquele enorme salão... Era a segunda vez que uma mulher se me escapava por entre os dedos.
Peguei no telemóvel e liguei para o Laboratório de Pesquisas.
"Abram o micro-wormhole, vou enfrascar-me à TASCA".
Desde essa altura que chego bebado ao harém.

Hoje senti particularmente a falta da Troy de outros tempos.
De repente, numa questão de segundos, vejo a minha frota mãe a sair do HiperEspaço, a despejar todos os recursos à minha frente e seguir para o hangar para manutenção.
É algo impressionante de se ver.
Enquanto caminhava pelos corredores do palácio ouvia as vozes das concubinas lá à frente... disputavam-me!
Meti-me na cama...e dormi por algumas horas.
De repente soam os alarmes. Olho para o meu comunicador e vejo que foram detectadas sondas hostis a aproximar-se de Ganymede e Júpiter.

"Mover frota para Júpiter! Quando lá chegar, as sondas já terão passado e não detectarão a frota!" grito ao telemóvel.
A frota parte...deixando os recursos, que foram detectados pela sonda!
Mas que dia de merda!
Assim que as sondas se afastam do planeta dou ordem para o regresso da frota, enquanto corro para o centro de comando. Ouço a IA que gere a base lunar em Ganymede:
"Senhor, temos uma frota hostil a dirigir-se para cá."
"Origem?"
"A mesma das sondas: [1:38:6]"
"Manda esta mensagem ao senhor: Não há nada para ti aqui."
Ao fim de alguns segundos, a frota hostil voltou para trás.
Segundo minhas instruções, os meus cargueiros pegaram nos recursos e mantiveram-se no hiperespaço até o regresso das 7 frotas de recicladores que tinham partido ao serviço da aliança.
 Assim que as sete frotas regressaram, os cargueiros saíram do hiperespaço, e houve fusão de frotas.

Solo aproximou-se de mim e disse:
"Sabe, um dia eu gostaria de partir numa missão de exploração."
"Solo, se não fosses casado com Troy talvez, e só talvez te deixavasse partir."

"Se o senhor fosse esperto, deixava-me partir. Se eu desaparecesse, Troy ficava livre para si."
Fiquei sem palavras. Olhei-o fixamente e acabei por lhe dizer.
"Solo, justamente por seres o melhor para Troy é que não te deixo partir, pelo menos, sem ela."
"Obrigado senhor! Tirou-me um peso de cima senhor! "
"Eu jogo limpo e perdi...Ela nunca me perdoaria! És um excelente capitão."
"Obrigado senhor!"
Vou para a TASCA. Qualquer coisa, avisa-me."


E enquanto me dirigia para o laboratório de pesquisas para me abrirem um micro-wormhole para a TASCA pensava:
"Otário... sou mesmo mesmo otário!"
Mas bem bem lá no fundo, mais fundo que o local mais fundo de todos os universos, eu sabia que tinha agido correctamente.


domingo, 23 de setembro de 2012

Umas horas na vida de um Imperador (I)

Por Matemaníaco
Tinha ficado com um cabelo da Maria dos Prazeres preso no meu uniforme.
Se a história do Exterminador fosse verdadeira, eu poderia ganhar algumas toneladas de recursos, ao entregar alguém odiado por todos.
Já quase toda gente tinha saído da TASCA. Quem não tinha estava a dormir sob o efeito da bebida.
Recorrendo aos micro "worm-holes" artificiais que nos permitem a todos ir à TASCA esquivei-me para o laboratório de pesquisas no meu planeta principal, Júpiter [1:39:4] e entreguei o cabelo ao doutor Hamilton.
Pedi-lhe que com base na análise me criasse um modelo holográfico do ser humano a quem pertencia esse cabelo.
Em poucos segundos, Hamilton volta e projecta-me o holograma de uma deslumbrante Maria dos Prazeres completamente despida.
"Gosto da vista, mas põe-lhe alguma roupa."
"Sim meu imperador"-respondeu-me embaraçado, premindo uma tecla, e pondo um biquíni azul no holograma.
"É possível que esta rapariga alguma vez tenha sido homem?"
Hamilton pressiona 3 teclas, ela fica mais vestida!
Depois, aguarda meio segundo, vira-se para mim e responde.
"Não imperador! Esta mulher sempre foi mulher!"
E a holograma ficou em biquíni.
"Podes ver se tem alguma relação com o burlão Sócrates Coelho?"
Hamilton pressiona várias teclas, e ao fim de um minuto responde-me:
"Meu senhor, isto ainda vai demorar para ter uma resposta com o rigor a que me habituou, mas parece que Sócrates-Coelho fez uma operação e agora é um sósia desta rapariga. Os nossos serviços de espionagem indicam que foi visto/a pela ultima vez nas vizinhanças do planeta principal do excelentíssimo magnificíssimo imperador Exterminador".
"Envia uma cópia disso para todos os imperadores da Aliança."
A minha cadeira identificou os meus sinais biométricos e autorizou o envio.
"Capitão Solo, destaque um pelotão ninja para proteger a menina Maria dos Prazeres da feira de abstecimento. Todos os membros do pelotão devem ter um software biométrico instalado nas lentes."
"O pelotão estará pronto e em serviço dentro de uma hora senhor".
E saí para os meus aposentos no palácio Galileano.
Lá esperava-me a conselheira Troy.
"Mais uma beldade protegida senhor?"
"Sabes como sou eu com as mulheres bonitas Troy, incluindo tu."
"O senhor sabe que sou uma mulher comprometida."
"Sim, sim, o capitão Riker..."
Ela sorriu.
"Não lhe chame isso senhor. Sabe que não temos nada a ver com Star Trek."
"Ele é o melhor guarda pessoal que já tive, mas de certeza que não gostaria de ser minha? Ele é um capitão, eu sou o imperador."
Troy corou.
"Um imperador, entre muitos."
"Sabe, respeito uma mulher fiel ao seu coração. Pode voltar ao seu trabalho. Diga ao seu marido que se o pelotão fizer bem o seu trabalho e a rapariga nem notar a presença dos ninjas, dar-lhe-ei o cargo de governador no meu planeta na G4"
"Muito generosa, essa oferta senhor, mas não será exagerada? É apenas uma rapariga!"
"Sabes Troy, Solo já salvou a vida dos habitantes de Júpiter mais vezes do que eu estive bebado! Isto é apenas uma desculpa, e uma mensagem para todos os meus homens: os melhores serão bem recompensados."
"Senhor, já é noite. Como sugeriu enviámos as suas concubinas preferidas para a lua Ganimede, para o palácio carnal."
"Noto algum desaprovo na tua voz?"
"O senhor precisa de uma mulher a sério, não de concubinas!"
"Bem, Troy, tu já és comprometida!" Sorri-lhe eu.
Para ser honesto, apesar da cativante beleza, inteligência, fidelidade, sorriso, amizade, confidencialidade, companheirismo (e não posso contar mais porque o marido dela pode ler) de Ítaca Troy, ela não era a mulher dos meus sonhos.
Nem María dos Prazeres...
Há uma razão para o meu nome, a mulher dos meus sonhos é a mulher mais poderosa de todos os universos.
Chama-se Matemática...
A história fica para outro dia.
Chegado a Ganymede num dos recicladores de serviço, fui escoltado até ao palácio.
Lá, as mais belas concubinas de todo o império esperavam-me. Nenhuma é sequer parecida com ela...
Mas, sendo eu imperador... acham mesmo que vou me fazer esquisito?
Ahahahahaha!

Um dia de compras

Por Bejekas e Matemaníaco

Matemaníaco:
Bom, depois da bebedeira de ontem... (para me acordar, o Bejekas trocou um barril de cerveja por um de água e mal o sabor daquela coisa estranha me chegou à boca eu acordei e disse todos os palavrões que já aprendi na vida).
 O Bejekas decidiu arranjar algo confortável para ele poder descansar na adega... de preferência debaixo de uma pipa ou de um barril. Eu achei excelente ideia, e se fosse barato, comprava um para mim e punha na conta da TASCA. Fomos a um dos armazéns dos nossos fornecedores...
Ao chegar ao armazém "toma lá Paga-já"...

Bejekas:

 À chegada ao armazem as cadeiras ate eram engraçadas, mas nem toda a merda entra na adega da tasca. Eu olhei para o Mates, o Mates para mim e dizemos: "Naananannana vamos a feira" E lá fomos nós. Apanhámos nos nossos Ernesto e Eulaolio e seguimos para a feira... (aqui deixo a foto do nosso transporte):
   
 Ao chegarmos a feira,lá fomos nós ver as promoções. Só se ouvia:
  Ó freguês, ó freguês é a 100! 
Ó freguês, ó freguês é a 100!
 Ó freguês, ó freguês é a 100!
 Ó freguês, ó freguês é a cento e cem!

  Matemaníaco:
Eu olhava para tudo o que usava saia até que o Bejekas encontrou uma coisa bem decente. Foi pagar e por na conta da TASCA, com a minha aprovação. Ao receber o talão (achei muito estranho aquele talão ser ainda em papel) o Bejekas diz-me:
"Olha, fui o cliente 1M"
Eu olho para o talão e confirmo:
"Pois fomos!"
 Viro-me para a giraça a quem pagámos e pergunto:
 "O cliente 1 milhão não tem direito a bónus?"
A rapariga olha para o meu aspecto e responde muito rapidamente:
 "Não!"
O Bejekas, sentindo-se insultado pela forma como ela me tratou, pisca-me o olho e diz para a rapariga: "Nós somos gerentes de uma TASCA, não sei se já ouviu, famosa pelos seus tremoços, podemos temperar-lhe todo o seu stock grátis!"
A rapariga, respondeu logo:
 "Nesse caso têm direito a mais duas cadeiras, mas não dispensamos o vosso tempero."
 O Bejekas...dirige-se para os tremoços e diz-me:
 "Bora lá Mates, vamos arranjar espaço para mais cerveja."
 E, assim foi, "temperámos" os tremoços. (Aquilo deu-me sede.)

  Bejekas:
Depois de esvaziar a bexiga lá fomos nós. Chegamos ao Manel cigano e perguntámos-lhe como estávamos de pipas. É que com o aumento dos litros consumidos temos de melhorar a adega. O Mates foi logo provar o mel, enquanto eu fui por as 3 cadeiras nos burros. Quando cheguei, por meu espanto reparei que o Mates ja estava meio bêbado( bom sinal: quer dizer que a colheita é boa). Ao sair da barraca do Manel cigano,lembrei-me que faltava algo para as nossas meninas e lembrei-me logo da Joaquina. Lá fomos nos para a outra ponta do mercado. Ao chegar lá, vímos :
   

 O Mates disse logo:
"Uiuiui isto vai ser um bom presente!"
E eu digo:
 "Epa! Espera aí que falta algo para animar a noite na TASCA!"
Olhei para o lado e encontrei logo o que faltava:
 
  Matemaníaco:  
 Quando me viro para o outro lado, enquanto o Bejekas encontrava "o que faltava", vejo a Maria dos Prazeres, a giraça que nos vendeu as cadeiras, toda transpirada. 
 Eu ignorei-a porque pensei que fosse algum delírio meu graças a qualquer coisa que eu tinha provado um pouco antes. Lembro-me que o Bejekas perguntou-me onde estava a minha educação, e foi então que percebi que a rapariga era real. 
Pus um daqueles meus irresistíveis sorrisos desdentados e perguntei: 
"Ah... é mesmo a menina! Desculpe a indiscrição, o seu nome é merecido?" 
Ela não deve ter percebido a pergunta, porque fiquei sem resposta: 
"Passaram os fornecedores da assembleia da república e levaram todo o stock de tremoços, a patroa quer que vocês nos temperem mais alguns e ainda assinem contrato connosco para nos fazerem esse serviço uma vez por semana."
 Eu respondi: 
"Não me leve a mal, mas consigo por perto o tempero não vai ser o mesmo"
 O Bejekas fechou-me a boca e diz:
"Desculpe o meu amigo! Esteve a provar aquilo que agora é a nossa nova reserva, mas o que ele quer dizer, é que gastámos todo o tempero naqueles que lá estavam! Mas não se preocupe que os nossos burros ainda têm algum..."
Ela respondeu:
"Ah.. a patroa apanhou os vossos burros a mi.. isto é a urinar um dos baldes com tremoços e teve de os deitar fora. Mas como à vossa custa vendemos mais tremoços hoje que num ano inteiro a patroa fecha os olhos e não se chateia"
Eu perguntei:
"Mudando de assunto, que acha destas prendas que temos para as nossas amigas da TASCA?"
Ela riu-se e respondeu: 
"Se me derem a vossa morada, eu passo a ser cliente" (...) 
Ao fim de algum tempo, a rapariga voltou à sua tenda e eu e o Bejekas chegámos à loja do Zé das Canecas, o tipo que nos vende copos e canecas.

  Bejekas: 
O Zé das Canecas é o homem! É mesmo o maior! 
Quero dizer, maior maior è o Lelo do talho com 2metros. Mas o tipo mesmo tendo 1.50m sempre vem com as suas piadas de quando è que a nossas meninas vêm ao mercado... 
O Mates, como quando está bêbado (diga-se a verdade, nunca o vi sóbrio), não admite que falem assim das meninas disse logo:
"Foge Zé Que te vou dar um pontapé!" 
Como aqui o Bejekas ainda estava a pensar no que a Maria dos Prazeres disse, quando olhei e despertei da minha fantasia o Mates quase meteu o homem dentro da caneca!
Só visto!
Bem, voltando a ter calma e a olhar para as novidades, ví logo uma caneca pó PorcoSujo:
 O Mates, quando viu a caneca disse logo:
 "Bejekas essa é mesmo a cara do Porcalhão!" 
 Já tendo presentes para as 3 meninas, as 3 cadeiras para o Bejekas, Mates e BoinaVerde (duas delas à borla) e a caneca do PorcoSujo, faltavam ainda alguns presentes. Dei uma volta pela tenda, enquanto que o Mates estava a ajudar o Zè a sacar a caneca da cabeça. Reparei em algo engraçado, e lembrei-me logo que o pessoal tem de andar com segurança.
 Saí a correr da loja do Zè e fui até à "tia" Maria.(Mãe da Maria dos Prazeres, a boa das cadeiras.)
 Comprei uma para cada um dos que faltava.

Matemaníaco:
Assim que o Zé tirou a caneca da cabeça, pediu-me desculpa por ter se referido às meninas como se fossem o seu rebanho nas serras do planeta 17 na G10.
Aí, não deu para aturar mais. Dei-lhe um soco nas fussas e o tipo caiu inconsciente no chão.
Toda a gente sabe que não existe G10 nem planetas com numeração superior a 15 no Universo 25.
 Nisto entrou o Cobrador, vinha buscar uma dívida antiga.
 Pedí-lhe desculpa.
 Ia ter de voltar outro dia porque eu tinha deixado o tipo inconsciente no chão.
Sugeri-lhe que se pagasse em canecas. Então o Cobrador lembra-me sabiamente:
 "Sabes, não percebo porque é que vocês vêm aqui! Toda a gente sabe que vocês bebem directamente do barril, e que os copos da TASCA são indestruíveis! E hoje só me atrasaram trabalho!"

 Pedi-lhe mais uma vez desculpa... e fugi a sete pés para a TASCA.
 A imagem da Maria dos Prazeres em T-shirt molhada... isto é transpirada não me saía da cabeça. Chegando à TASCA, estava o Bejekas a guardar as prendas, o BoinaVerde a fazer zapping , a Hara e a Aivota a jogar dardos, o PorcoSujo a reclamar que tinham limpo o cantinho dele.
 Chegaram-me os relatórios da últimas e lucrativas explorações espaciais.
O Bejekas dá-me uma cotovelada e mostra-me uma foto da Maria dos Prazeres, tirada por uma sonda de espionagem, numa praia de nudismo, num planeta do Sistema Solar 4:23.
 Entrou o Exterminador e, vendo a foto diz-nos:
"Ficou numa belíssima mulher. Antes da operação chamava-se Sócrates Coelho e era um vigarista. Fugiu do meu império, onde tem a cabeça a prémio, e para não ser reconhecido..."
 Eu olhei para o Bejekas e disse
"Eu tenho uma mente muito aberta..."
E começámos ambos a vomitar.
 Se calhar a bebida não estava assim tão boa.

FIM

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A TASCA

Quem somos?
A TASCA do universo 25 é uma aliança do jogo oGame fundada no dia 14 de Setembro de 2012 por 18 dissidentes de outra aliança.
Neste momento somos um grupo de amigos no jogo. No entanto as nossas actividades e interesses já se expandiram muito para além do jogo, como podem ver neste blog. Por exemplo, gostamos de contar histórias.

Qual é o nosso objectivo?
O nosso principal objectivo é ter um grupo activo, participativo e com bom ambiente, dentro e fora do jogo.

Inimigos
Não temos "inimigos" no jogo. Os nossos ataques no jogo não são nada pessoal: é apenas jogo e respeitamos as regras.

E o Blog?
O blog serve essencialmente para contarmos histórias. Nada mais. Nem precisam de jogar oGame para ler ou perceber as nossas histórias.
O blog nasceu no dia 23 de Setembro de 2012 com o post "Um dia de compras".
Aqui podem participar todos os membros da TASCA com conta blogger.
Obviamente, em caso de disparate, o administrador do blog apaga os posts disparatados.

Posso juntar-me a vocês?
Neste momento só aceitamos convidados nossos.


Matemaníaco, 23 de Setembro de 2012