sexta-feira, 5 de outubro de 2012

As Aventuras de Capitão Lagrange - Capítulo 2 : Encontro no espaço-tempo (parte 5)


Por Matemaníaco
(continua daqui)

Através de Hic Silva, Lagrange aprendeu um pouco sobre a vida em “Cronos”, o planeta azul rodeado de anéis e destroços, e oficialmente habitado por menos de 3 milhares de sobreviventes de todo o tipo de missões espaciais de todo o Universo conhecido.

-Sabes, uma frota de recicladores limpava aquilo lá em cima, e assim evitavam-se saltos com rematerializações em cima de destroços.
-Já muitos clientes me disseram isso. Só temos um problema: não há recicladores.
-Que espera a rainha para termos um Hangar?

-O problema é que aqui temos de começar do zero. Disseram-me que aqui algumas leis da Física são diferentes das que conhecemos.
-Leis da Física diferentes? Quais? Quem disse isso?
-Dois cientistas de uma das expedições, que costumam vir cá todas as noites de 6ª. Eu não sou perito no assunto, mas pelo que me disseram a nossa tecnologia de salto tem de ser repensada do zero.
-Obrigado pela conversa e pela bebida. Diz-me só onde encontro essa tal “sábia”.

-Vá para este, siga a estrada até encontrar uma enorme cratera. Dentro da cratera encontra várias tendas. A sábia está na 2ª tenda azul à esquerda.
-Obrigado. Leve lá isto. Oferta da casa.- Hic oferece-lhe uma garrafa de um litro com um líquido transparente.
-O que é?
-Vodka, considere isto um convite para voltar cá.
-Hic... és o meu melhor amigo neste planeta! Trata-me por tu!

E Lagrange sai, ainda com o amargo da protanera na lingua, mas o sabor da “Estrela da Morte”.
Ao atravessar a porta choca com Natália, mas muito rapidamente apanha-a e evita que caia ao chão... deixando esse destino para a garrafa de vodka.
-Peço imensas desculpas- disse Lagrange.
-Sr Lagrange!
-Por favor não me bata.. só não quis que caísse.

-Oh---Obrigado. -Gaguejou Natália- Foi muito rápido. Nunca vi ninguém mexer-se tão rapidamente.
Lagrange parou, soltou Natália e respondeu, olhando para os seus braços:
-Nem eu.
-Se prometer que não tenta beijar-me outra vez daquela forma, um dia tomamos um copo.

Lagrange sorriu.
-É bom saber que  posso tentar de outras formas.
-O senhor sabe o que eu quis dizer.
-Está bem, aceito o convite, diga-me como posso entrar em contacto consigo.

Natália agarrou-lhe na mão e apertou-a.
-Que foi isso?
-As minhas nanites enviaram o meu contacto às suas.
-Também tem nanites?
Natália sorriu.
-No seu tempo isso não é comum?
-Só em quem serve as casas imperiais de toda a galáxia... Portanto a menina é do meu futuro?
-Sim sou, mas não sei nada sobre si. Por favor não divulgue...

Lagrange beija-a na face, pega na garrafa que caiu intacta no chão e disse.
-O seu segredo está seguro comigo..
-Até à próxima.- Despediu-se Natália entrando no bar.
Lagrange olhou para a porta, tentava lembrar-se da cara da enfermeira que o deixou inconsciente da única vez que acordou na nave de batalha... mas a memória não o ajudava.
Se fosse Natália, sabia que havia inconsciências na história. Se não... queria poder confiar nela.
Lagrange afastou-se e foi em direcção a este.

Cargueiro Grande Leonard Euler , 4 de Agosto de 2054C0 , 20h15min 
Log pessoal da estudante de enfermagem Natália Sofia Andrómeda
Hoje vi uma rapariga igualzinha a mim numa notícia de há 42 anos. Não consegui descobrir o nome. Era uma notícia sobre uma exploração espacial onde encontraram várias naves que foram recuperadas e passaram a fazer parte da frota do imperador da altura.

Cabine de sua majestade, a rainha Hara, a bordo da Nave de Batalha Esperança.Presente
Comunicação encriptada a chegar.
-Passa para as minhas nanites – Diz Hara, dentro de uma banheira , no banho.
-Hara?
-Podes falar Glorie, a comunicação está segura.
-Lagrange está fora daqui, O chefe deu-nos uma valente descasca por termos deixado um doente que saiu inexplicavelmente dum coma sair daqui.
-Portanto, tudo correu como o planeado?
-Sim, mas tive de por o Rui, o Joaquim e a Natália a par de certas informações.
-Confias neles?
-Apaguei a memória do acontecido ao Joaquim. Confio no Rui e na Natália.
-E eu confio em ti. Portanto já posso contactar o David por nanites?
-Sim, já. Vou enviar o ID de comunicação subespacial em anexo no fim desta comunicação.
-Obrigado. Um dos meus detectives particulares, mostrou-me que existe por cá uma 2ª versão da Natália e do Rui, supostamente, vindos do futuro das versões que conheces. Sabes de alguma coisa?
-....
-Glorie?
-... Peço desculpa. Estou chocada por ouvir isso. Essas versões não entraram em contacto?
-Não...
-O melhor conselho que posso dar é o que mais ouvi nas aulas de mecânica temporal: “Deixem o tempo seguir o seu curso e tomem as decisões que tiverem de tomar...”.

-Se calhar é mesmo o melhor. Eles não têm interferido em nada, parece mesmo que não querem alterar a história.
-Não te preocupes Hara. Vai tudo correr bem. Sobre isso de alterar a História... parte do código que escrevi nas nanites alterou ...uma condição médica do meu bisavô. Mas, de acordo com um livro que aqui tenho, a história não mudou, ou seja, na altura em que este livro for escrito... tudo estará como se eu não tivesse lhe dado as injecções.
-Está bem... como me explicaste um dia, isso significa que podemos conseguir regressar aos universos que conhecemos...
-Sim..e não a versões alternativas.
-Por outro lado incomoda-me saber que o meu futuro pode estar predefinido.
-Por hoje é tudo. Beijos Hara..
-Beijinhos Glorie.


Comunicação terminada.
-Abrir comunicação segura protocolo Hara0012002 comandante David Lagrange.
Comunicação em curso.
Comunicação em aberto via nanites.
-Olá velho amigo.
-Hã?? Quem é que está a falar? - Lagrange olha à sua volta e não vê ninguém.- Aquela protanera deve ter efeitos secundários
-Comunicação por nanites.
-Hara? És tu? ...Tenho de aprender a usar isto, imagina que eu estava no bar a falar com o Hic.. passava por maluco.
-Já encontraste “a sábia?”
-Ainda não.. tive de passar primeiro pelo bar.do Hic

-Sempre o mesmo...
-Pelo que percebi, não sou o mesmo que tu conheces.. sou uma versão anos mais velha...
-Sim, eu sei, eu visitei-te algumas vezes.
-Como é que estás a contactar-me pelas nanites?

-Foi a Glorie que me deu o teu contacto.
-E eu nem posso ver uma coisa do tipo “chamada a chegar”, “aceitar” ou “recusar chamada”?
-Quando aprenderes a usar isso, vais ver que tens essa opção.
-Mas diz lá o que é que tu queres.
-Quero que tenhas cuidado... e marcar um encontro contigo aqui nesta nave.
-Um encontro.. tu e eu? Neste momento estou com uma coisa com uma enfermeira..
-Mudaste mesmo.. o Lagrange que eu conheci nunca recusaria.
-Eu não estou a recusar, estou a informar-te que o teu papel aqui é o de “a outra mulher”.

-Sim, mas o encontro é para assuntos sérios e deve manter-se o mais secreto possível...
-Não me podes adiantar para o que é?
-Não.. só pessoalmente.
-Está bem, sua majestade!
-Agora vou desligar comunicações. Até breve David.
-Até breve.

Comunicação terminada.
Lagrange olha para a garrafa de vodka que tinha na mão e diz:
-Isto merece uma bebida...
Abre a garrafa, e bebe logo um quarto de litro rapidamente como se fosse água.
(continua)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Histórias da vida

por mayNard

    Numa tarde chuvosa entra na Tasca, o Imperador Bejekas todo eufórico, recebeu uma mensagem do Imperador Poeta, a informar que estava fan do Blog e que iria haver festa no sistema solar 0 : 99 .
   Os restantes Imperadores ficaram a olhar e pensaram, foi desta, que passou-se…..
-'tadinho do Imperador Bejekas-disseram as Imperatrizes Aivota, Diianik e Hara em coro.
O Imperador Bejekas insiste,  mostra o referido comunicado e o Imperador Matemaniaco, fica meio desconfiado com a noticia, os restantes Imperadores e Imperatrizes dizem em couro:
-Vais atura-lo Bejekas agora é que ninguém o cala, fizeste a bonita…
O Imperador Matemaniaco, ao fim de 2 horas continuava a discursar, até que um dos Imperadores disse:
-Vou chamar a Maria dos Prazeres.
 E então o Mates, excitou-se , pensou e disse:
-Uma rodada para todos, eu vou mudar de roupa.
Não satisfeito o Bejekas acrescenta:
-Então sai mais uma, oferta do Imperador Poeta a todos os Imperadores e Imperatrizes da Tasca. Nisto, o Imperador Cobrador que estava ao meu lado começa a contar a sua ascensão a Imperador:
-Sabes mayNard quando era um jovem aprendiz de Imperador, sim hoje considero que na altura, era um aprendiz cheio de sangue nas guelras e a querer mostrar aos outros Imperadores o que valia, então desafiei um grande Imperador, claro que o desfecho dessas batalhas foi desastroso para mim e para o meu Império, a última batalha ficou conhecida como o Exorcísmo Final, foi aí que observando o meu povo, percebi que não estava a ser um líder mas sim uma criança, afinal de contas estava na hora de mudar. Aos poucos fui mudando e aprendendo a admirar esse Imperador e a sua filosofia de estadista.
Ainda nos dias de hoje, pago caro esse desafio, pois de vez em quando, as frotas desse vasto Império dizimam os planetas que governo, hoje sei que foi errado o meu procedimento e a atitude tomada para com outro ser Humano, neste caso foi com o maior Imperador conhecido-
 Mas hoje, sendo um Homem mais maduro e sábio devido à experiência de vida e às longas guerras para criar o meu próprio Império e mantê-lo, verifico que fui injusto, sentido uma grande magoa pela minha atitude em jovem, hoje em dia administro o meu Império com a mesma filosofia desse magífico imperador, e espero que um dia o nossas frotas possam estar em paz.
O Imperador Cobrador confidenciou-me ainda uma coisa:
-... o meu grande sonho é a Paz entre os dois Impérios e tomar um daqueles coktails com protanera com o esse tal imperador, na TASCA, rodeado pelos imperadores das 2 Alianças, para selar a Paz, que se deseja longa e duradora. 
No fim, o imperador Matemaníaco disse:
-Se a Maria dos Prazeres não chega eu vou chorar!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Uma questão de honra...

Bejekas estava na TASCA a provar a ultima remessa e chega 007, pedindo um Martini.
-Quem és tu? Nunca te vi por aqui.
-Meu nome é Bond, j...
Põe-se IMPRTRS à janela a pedir o contacto msn de Bejekas.

007 indignado diz a Bejekas:
-Nunca fui interrompido na vida! Chama Lagrange!
-Lagrange? O Supremo comandante da TASCA? Se for para vingar a tua honra ele pode comandar a minha frota..
-Ok, combinamos as duas frotas e Lagrange que vingue a nossa honra!
Bejekas, pega no telemovel e liga para Lagrange.
-Ó coiso. Estás muito ocupado?"
-Um bocadinho, porquê?
-Temos um trabalhinho para ti...

Lagrange, indignado, aceitou sem pensar duas vezes.



As frotas seguintes encontraram-se em 03.10.2012 , e obviamente o combate iniciou:



Atacante Bejekas 

 N.Batalha 3.971

 Destruidor 1.191
 Interceptor 826

Atacante 007 
Interceptor 5.438

Defensor IMPRTRS 

Cg.Grande 100

 N.Colonização 20

 Reciclador 100
 Sonda 100
 Sat.Solar 500
 L.Misseis. 1.000
 Laser L. 1.000
 Laser P. 400
 C.Gauss 400
 C.Iões 400
 C.Plasma 200
 P.Escudo 1
 G.Escudo 1


Depois da batalha...


Atacante Bejekas 


N.Batalha 3.913 ( -58 )

 Destruidor 1.190 ( -1 )
 Interceptor 823 ( -3 )

Atacante 007 
Interceptor 5.379 ( -59 )

Defensor IMPRTRS 



Destruído!


Ele roubou

 1.020.994 Metal, 642.033 Cristal e 344.847 Deutério.
O atacante perdeu um total de 8.875.000 Unidades.

O defensor perdeu um total de 56.470.000 Unidades.
 Nestas coordenadas flutuam: 3.165.000 Metal e 3.050.000 Cristal.
 A probabilidade de criação de lua devido aos destroços do combate é de 20 %.



Durante a Batalha a tripulação ainda fez um intervalo para o chá.
Entre os destroços da batalha foram encontrados muitos exemplares do Kama Sutra .




Ao regressar ao hangar Lagrange ligou a 007:
-Honra recuperada. Como habitualmente, pagas-me em Bondgirls por estrear... 

As Aventuras de Capitão Lagrange - Capítulo 2 : Encontro no espaço-tempo (parte 4)

Por Matemaníaco
(continua daqui)

-Que se colonize outros planetas da vizinhança, e se construa um império?
-Sim sua majestade. A única forma de sairmos daqui é com tecnologia de salto. Vamos precisar de centros de pesquisa, recursos...
-Óxinol, eu já li o “O império de may”.
-Peço desculpa pela inconveniência.
-Sabes, desde que acabei de ler o livro que penso nisso.
-E?
-E ainda não decidi. Eu estou a considerar a ideia.
-Se não é indiscrição, há quanto tempo leu o livro?
-É indiscrição. Podes sair Óxinol.
-Só mais uma coisa...
-Sim Óxinol.
-Nas contrucções, as pessoas que vieram do futuro...
-Sai Óxinol. Deixa as pessoas que vieram do futuro em paz. Até tu vieste do futuro de muita gente, incluindo eu!

Óxinol saiu, e dirigiu-se calado para o bar da nave. Pouco depois Hara recebeu o detective Muitus Tretus.
-Boa tarde sua majestade.
-Boa tarde senhor Tretus. Finalmente vou ter notícias do alegado sabotador?
-Hoje vai saber disso e muito mais...
-Muito mais?
-Bom. Lembra-se de ter-me pedido que investigasse as pessoas que compõem o seu governo provisório? Tenho aqui informações que devem interessar-lhe - E entregou um cartão de leitura a uma das empregadas de Hara, que prontamente entregou-o a Hara.
Os cartões de leitura são dispositivos de armazenamento portatil de informação, tal como as disquetes ou as Pen’s dos finais do século XX, princípio do século XXI da Terra Original.
-Pode resumir-me?
-Não vale a pena. Mas devo avisar-lhe que nas minhas investigações, encontrei duas versões de duas pessoas.
-Como assim?
-Sabe que aqui é teoricamente possível termos uma pessoa que veio de dois pontos distintos no tempo. Pois bem, encontrei duas pessoas nessas condições.
-Como foi que isso escapou aos serviços de identificação?
-Não seja ingénua sua majestade. Sabe que nem toda a gente está identificada. Mas são pessoas que sabem como sair daqui, uma vez que a versão mais velha, foi alguém que regressou.
-Quem são elas?
-Doutor Rui Matos e estudante de enfermagem Natália Sofia. As primeiras versões e estão a servir a bordo do Destruidor-Hospital no sector 32-43. As segundas estão no sector 63-52, e vieram como investigadores, a bordo de um intersector imperial da frota do imperador McLopes.
-”Imperador” McLopes? Não conheço.
-Claro que conhece. Foi subcomandante desta nave, numa missão de exploração espacial a mando de sua alteza real, o rei Flávius...
-Incrível. Saber que chegará a imperador. Mas sr Tretus, essa não foi uma missão qualquer: foi a missão que me trouxe aqui. Já agora, não sabes mesmo como sairemos daqui?
-Não, mas sei que sairemos.
-E o sabotador?
-O sabotador... foi João Tudor. Mas se não o fizesse a NB teria se desfeito no hiper-salto. Está tudo explicado no cartão de leitura.
Hara não sabia o que dizer.
-Muito obrigado pelos teus serviços.
-Foi uma honra para mim. Contacte-me sempre que precisar.
E Tretus saiu...

Localização : planeta com aneis, sector 32-43

Lagrange saiu do destruidor, ainda com a marca vermelha da bofetada de Natália na cara. Lá fora estavam várias construcções recentes. Casas, estradas, bares, restaurantes, night-clubs, edifícios burocráticos. Algo que noutra época da história da humanidade seria impossível conceber, e inimaginável tendo em conta as condições que tinham os médicos dentro do destruidor.
-Ir para Este,disse ela...
Lagrange fechou os olhos e na sua mente surgiu um mapa.
-Só é pena que eu nunca tenha sido bom a ler mapas bidimensionais.
Lagrange anda uns 10 minutos até entrar num bar.
Ao entrar, o bar estava meio vazio. E estava uma cara conhecida ao balcão.
-Comandante Lagrange!!
Lagrange olhou-o...
-Você era o barman na minha nave! Desculpe, não me lembro do seu nome..
-Barman Hic Silva, senhor. Ofereço-lhe uma bebida!
-Isso faz de você o meu melhor amigo. Desde que acordei neste planeta que, parece que estou num planeta de abstémios.
-Só uma coisa: Não me peça vodka preta. Não temos!
-Olhe, ainda bem que é grátis. Não sei com que é que se pagam as coisas por cá.
-Onde é que tem andado? Debaixo de uma rocha?
-Estive em coma.
-Se já está em pé e cá fora, deve ter acordado há algum tempo.
-Sabe, pode ser o meu melhor amigo, mas não lhe posso dar muitos detalhes.
-Fale só do que puder. Não estou aqui para lhe arranjar problemas. Então, o que é que vai ser?
-Ofereça-me um copo da sua melhor bebida.
-Do melhor? Sim senhor, uma vez comandante, sempre comandante
-Aqui entre nós.. Já ouviu falar de uma tal de “sábia”?
-Pode tratar-me na 2ª pessoa senhor. A sábia, é uma ex-concubina do Imperador Armaggedom. Por cá é uma negociante de sucata, e é a única negociante de nanites autorizada neste sector pela rainha Hara.
-Já têm fábricas de nanites por cá?
-Não, as nanites e os robots que encontrar por cá vieram todos nas naves. Oficialmente não temos nanites suficientes para construcções nem programadores para aplicações médicas, mas temos forma de as usar para refinar material.
-Oficialmente?
-Sabemos que alguns indivíduos têm, e usam para ganhar recursos no mercado negro.
Hic põe um copo em cima da mesa, prepara um cocktail, colocando uma rodela de uma fruta que Lagrange não conhecia.
-Tome, por cá chamam a isso Estrela da Morte.
-E isto?
-Isso é uma fruta nativa, chamam-lhe protanera. Pode comer a rodela.
Lagrange prova...
-Muito bom. Eu estava mesmo a precisar de uma coisa destas...
E bebe o resto.
Depois dá uma dentada na protanera e cospe...
-Pá... Isto é amargamente ácido.
Hic ri-se.
-Que história é essa de “Rainha Hara”? No império Ogamus despromoveram a imperatriz?
-Comandante, esta é uma versão anterior. A rainha é muito jovem... e que eu saiba não estamos em ponto nenhum do universo conhecido.
-Não sei como é que vou me habituar a este mundo... Já agora, este planeta já tem nome?
-Oficialmente não... mas por cá chamamos-lhe “Cronos”.
-Como é que sobreviveste?
E a conversa continuou...

(Continua aqui.)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

As Aventuras de Capitão Lagrange - Capítulo 2 : Encontro no espaço-tempo (parte 3)

Por Matemaníaco
(continua daqui)
Localização desconhecida, supostamente, no planeta com anéis, nos balneários , de um destruidor despenhado.
Presente.


Lagrange estava a arrombar cacifos, Quando chegam dois médicos acompanhados pela enfermeira Natália.

-Senhor Lagrange. O que está a fazer?
-Com sorte algum dos antigos soldados tinha por aqui uma garrafa com qualquer coisa que se beba.
-É um verdadeiro milagre estar de pé. Porque não nos deixa analisá-lo?
-Estou muito agradecido por tudo o que fizeram por mim, mas desculpe, não volta a encostar um dedo em mim.
-Mas porquê? Tem alguma razão de queixa?
-Pelo que percebi, a primeira pessoa que vi quando acordei não era médico, nem enfermeiro.
-Ah, o sr. Óxinol? Ele vem vê-lo de vez em quando.
-Quem é ele realmente?
-Ele é o sobrevivente de uma frota que rebentou lá em cima. Agora por cá é um dos nossos actuais líderes.
-Ah, um político. Vocês estão proibidos de lhe dar informações sobre o meu estado de saúde. O único político em quem confio é o imperador.
-Está bem, mas precisamos mesmo de compreender como se reestabeleceu tão rapidamente. E o seu pénis que sempre mediu dois centímetros e de repente passou a medir... trinta? É isso Natália?
-A Natália é tão bonita que fê-lo crescer.
Natália corou.
-Não brinque porque o assunto é sério. Pode ter sido contaminado com qualquer coisa. Se por um tumor podemos ter de amputar-Respondeu o outro médico.
-Fui eu - ouve-se uma voz feminina.
Os médicos afastam-se e vêm Glorie.
-Eu sou de 2111CO. Trouxe nanites pré-programadas para ele.
Lagrange olhou para ela e perguntou:
-Não é segredo?
-Era segredo até estares reestabelecido...
E, voltando-se para os médicos diz-lhes:
-Eu agradeço que mantenham isto em segredo. Se alguém perguntar, diremos que ele fugiu.
-Tu vens mesmo do futuro e nunca disseste nada?
-Não é do meu interesse mudar a minha linha temporal.
-Mas, ao dares-lhe os 30 cm não estás a mudar a história e como tal a poluir a tua “linha temporal”?
-Acham mesmo que o tamanho interessa e vai mudar a História?
Os dois médicos olham um para o outro e o segundo que até agora tinha estado calado responde:
-Por mim tudo bem, eu só quero salvar vidas... Sobraram nanites que eu possa usar?
-O sr doutor também quer 30 cm?-perguntou Lagrange.
-Não. Quero salvar vidas!
-Rui, as nanites estavam programadas exclusivamente para ele, mas sim, eu trouxe um microprogramador de nanites, e sei utilizá-lo.
-Então podemos extrair as nanites dele e reutilizá-las.
-Não, as dele são demasiado específicas. São pessoais e intransmissíveis...
-Nanites imperiais? Que diabos se passa aqui?
-Por favor, a segurança de dezoito impérios e das nossas vidas depende de estarmos calados.
-Quem diabos és tu Glorie? A que império respondes?
-Senhores... Eu tenho nanites. Querem ou não salvar vidas? Deixem a história tomar o rumo enquanto nós fazemos o nosso trabalho. Lagrange, essas nanites vão dar-te sentido de orientação, um mapa na tua mente, e mecanismos de auto-defesa. Segue rumo a Este e assim que encontrares outros seres humanos pede que te levem à sábia.
-À sabia?
-À sabia.
-À sábia? Só isso mais nada?.. E aqui não há mesmo nada que se beba?
-Duvido muito. O bar foi destruído quando a nave se despenhou- respondeu o doutor Rui.

-Só isso. Aqui só água...
-Obrigado por tudo meus senhores, mas aqui o comandante je vai à sábia. Natália,...

E Lagrange beija os lábios de Natália.. que lhe dá uma valente bofetada na cara.
-Eu não sou dessas!
Lagrange sorriu, despede-se, e sai da nave.
-Que vamos dizer ao Sr Óxinol?
-Que o doente teve alta...-Respondeu Glorie.

Localização desconhecida, a bordo da Nave de Batalha Esperança
Log pessoal da princesa Hara oGamus

Passaram as horas, os dias, os meses, e já cá estou há dois anos. Temos 2321 sobreviventes de várias frotas de vários pontos no tempo. Desde um passado longínquo a um futuro bem distante.
Este é um ponto de encontro no espaço-tempo.
As bases de dados com identificações que foram encontradas são preservadas aqui nesta nave. Foram dadas novas identificações a todos os sobreviventes, e criados alguns aldeamentos à superfície. Pedimos às pessoas que mantenham as informações sobre as suas regiões temporais para si e não as divulguem.
Sabemos que isso não acontece, e de vez em quando aparecem pessoas que morreram nas mãos de indivíduos que queriam informações à força, ou por pessoas que pretendiam que certas decisões nunca sejam tomadas.
Fui nomeada rainha deste planeta. E apesar de já estar neste cargo há um ano ainda não me habituei a ele. Tenho resolvido imensas situações, mas preciso mesmo de relaxar, de pessoas com quem possa conviver.
Otárius é um bom amigo, e de vez em quando trocamos livros.
Óxinól é um ser estranho. Já por várias vezes me pediu acesso à base de identificações, mas eu tenho recusado. Agora mudou de estratégia: tenta ser meu amigo.

-Óxinol, se é mais um pedido de acesso já sabes que vou recusar...
-Não sua majestade, eu venho apenas dar-lhe uma sugestão.
-Podias ter-me mandado um email.
-Não, este assunto é muito sério para ser tratado por email.
-Sim? Que vens sugerir...
-Que se colonize outros planetas da vizinhança, e se construa um império

(continua aqui...)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O leão, o velho e a loura

O dono de um circo colocou um anúncio procurando um domador de leão.
Apareceram 2 pessoas: um senhor de boa aparência, aposentado, 70 anos, e uma loura de 25 anos.
O dono do circo fala com os 2 candidatos e diz:
- Eu vou directo ao assunto. O meu leão é extremamente feroz e matou os meus dois últimos domadores. Ou vocês são realmente bons, ou não vão durar 1 minuto! Aqui está o equipamento - banquinho, chicote e pistola. Quem quer entrar primeiro?
Diz a loura:
- Vou eu!
Ela ignora o banquinho, o chicote e a pistola e entra rapidamente na jaula.
O leão ruge e começa a correr na direcção dela. Quando falta um metro para ser alcançada, a loura abre o vestido e fica toda nua, mostrando todo o esplendor do seu corpo.
O leão pára como se tivesse sido fulminado por um raio!
Ele deita-se na frente da loura e começa a lamber-lhe os pés!
Pouco a pouco, vai subindo e lambe o corpo inteiro da loura durante minutos!
O dono do circo, com o queixo caído até ao chão diz:
- Eu nunca vi nada assim na minha vida!
Vira-se para o senhor aposentado e pergunta:
- Você consegue fazer a mesma coisa?
E o velhinho responde:
- Claro! É só tirar de lá o leão...
Com os cumprimentos da TASCA do Universo Electra