terça-feira, 4 de dezembro de 2012

As aventuras de Capitão Lagrange
Capítulo 3 : Os outros
( parte 14 -Fim de capítulo )


por Matemaníaco
(Continua daqui) . Pode ver um resumo da história até agora aqui.


A nave voou por baixo dos interceptores. Em todo o cargueiro, quem podia aproximava-se de uma janela ou de um monitor que estivesse a transmitir imagens da gigantesca frota.

Lagrange não resistiu a perguntar:
– Como é que não vimos estes tipos antes?
– Aí está uma boa pergunta. Estamos a vê-los... mas continuam a não aparecer nos nossos sensores militares. Mandei verificar o que se passa com os nossos sensores, mas ainda não me deram resposta.
– A frota é muito grande para ser ilusão.
– Concordo. Otarius era um comandante experiente e mesmo assim a Esperança foi destruída. Ele não deve ter visto a frota atacante aproximar-se. Todo o cuidado é pouco.
Continuavam de olhos colados aos monitores enquanto a nave subiu e voou entre os vários milhares de interceptores.
Todos eles com uma bandeira pirata pintada sobre o sítio onde devia estar a identificação. Estavam ali interceptores de várias eras. Desde interceptores com esquemas de há 200 anos a interceptores que nunca ninguém tinha visto, mas pareciam ser a evolução natural em design dos anteriores.
– Interceptores do futuro? - Perguntou Jovian
– O seu palpite é tão bom como qualquer outro. Tendo em conta o que sabemos deste sítio, é uma forte possibilidade – Respondeu uma oficial.
Lagrange olhou para ela e perguntou:
Todas as naves que temos são sobreviventes daquele enorme campo de destroços. Onde foi que estes tipos arranjaram tanto interceptor?
– O nosso conhecimento deste sistema é muito limitado. Podem estar a chegar naves a outra parte do sistema.-Respondeu.
– Olha! Ampliem-me aquela nave no primeiro quadrante.- Gritou Jovian.
No ecrã estava um interceptor sem bandeira pirata. A identificação era ICTMAT13122102-751.
– Não é o único, – disse o subcomandante, apontando para outra nave.
Após ampliação via-se nitidamente ICTPOE03012010-001.
Seguiram-se muitas outras identificações. Estavam ali naves das frotas de centenas de impérios.
Jovian chamou os seus oficiais e Lagrange à sala de reuniões.

Ao fim de alguns minutos estavam os 7 oficiais e Lagrange lá reunidos.
Jovian começou a reunião.
– Minhas senhoras e meus senhores, este é o Capitão Lagrange, meu convidado nesta missão. Como acabaram de ver esta frota de interceptores parece ser formada por naves de vários impérios do universo que conhecemos. Não temos combustível para avançar muito mais, por isso vou ordenar o nosso regresso. Temos um caça pesado parado a alguns milhares de quilómetros daqui, e nós ainda não fomos detectados.
– Perdoe-me senhor. – interrompeu uma das oficiais – Não assuma isso! Encontrei há minutos um vírus desconhecido na IA da nossa nave.
– Um virus informático?
– Sim senhor. Infectou os sistemas de comunicações, sensores e ainda não sei que mais.
– E só detectaram isso agora?
– Senhor, isto não é um vírus normal. Ele não foi detectado pelo antivirus.
– Poupe-nos aos dados técnicos. Consegue livrar-nos dele?
– Não sei, mas eu preferia não o transmitir à nossa frota.
– As ligações entre as nossas naves são automáticas. Podemos já ter transmitido o virus ao que resta da nossa frota.
– Podemos estar a ser monitorizados neste preciso momento, mesmo com camuflagem! – Interrompeu Lagrange.
– Sim, podemos. – Concordou o oficial.
– Transmite tudo o que temos sobre esse vírus numa transmissão encriptada a toda a frota.
Virando-se para Lagrange, Jovian disse:
Penso que tirando o teu caça, todas as nossas naves já devem ter regressado ao planeta.
Virando-se para o resto dos oficiais, Jovian pergunta:
– Mais surpresas?
Uma oficial levantou o braço.
– Diga, menina Korin
– Senhor, temos destroços da Esperança contaminados com protanerabacter... Esta versão das bacterias é nova. As que conhecíamos afectavam nanites e sistemas eletrónicos pelos seus micro-impulsos e irregulares campos electromagneticos. Estas, enviam pequenas ondas de radios, que podem muito bem ser código comprimido.
– Estás a dizer-nos que estas bactérias podem ter-nos metido um virus informático?
– Desculpem-me: Como é que uma bactéria cujo habitat natural são uns frutos consegue uma coisa destas? - Perguntou um oficial que até agora tinha estado calado.
– Essa é uma boa pergunta. Não gosto de nenhuma das possíveis respostas.-Respondeu Lagrange

A reunião acabou. A Aristóteles afastou-se dos interceptores sem ter sido incomodada, e regressou a Cronos, à cratera.
Lagrange mais uma vez tentou contactar telepaticamente NIA, sem sucesso...
– Capitão, foi um prazer tê-lo conhecido. – Disse-lhe Jovian à saída.– Vou falar com o comando central. Mantenha-se por perto.
– Igualmente. Eu vou procurar uns amigos meus.
Lagrange saiu do cargueiro acompanhado de dois seguranças e entrou num carro voador. Um dos seguranças sentou-se ao volante e levou-o até ao destruidor-hospital.
O carro estava parado à entrada.
Lagrange contactou Natália via nanites:
“Natália? A sábia está segura?”
“Olá Lagrange. Sim, ficou na minha casa.”
“Tens casa aqui?”
“Sim, foi-me dada há cerca de um ano.”
De repente começam a ouvir-se explosões.
Lagrange e os seguranças viram-se na direcção da cratera e vêm raios a vir do céu e a cair naquela zona, levantando-se enormes nuvens de fumo.
– Estão a atacar a nossa frota!

Fim do capítulo.

Como prometido, em breve e a partir do 4º capítulo, As aventuras de capitão Lagrange continuarão no blog
"As Histórias do Matemaniaco".

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Histórias dos Impérios da TASCA
Volume 1
V - O Pirata DoiDoi
Parte 2


Por Matemaniaco

Após as várias movimentações no império de Matemaníaco, começaram a chover movimentações e comunicações dentro da TASCA.
A tensão era grande.
Matemaníaco deixou o trabalho das relações diplomaticas nas mãos capazes de Troy.
O Almirante Euler foi encarregue da reorganização da frota.
David Lagrange recebeu o comando de um cruzador, sem nome oficial, o CRZMAT27112012-001
NIA foi admitida no centro de pesquisas de Ganymede.
Solo, como capitão da Guarda Imperial reestruturou a cadeira de comando.
Finalmente Troy recebe uma comunicação de um Imperador que pergunta o porquê das movimentações.
Troy explica, que o imperador vê com muitos maus olhos birras de outros imperadores.
Que a atitude de SempreASomar, não foi a atitude de um imperador, mas sim a de uma criança, e na TASCA, muitos fecharam os olhos a isso.
Por outro lado, o pirata DoiDoi se quer uma hipótese, deve provar que a merece.
A resposta de Troy, não foi bem recebida, e exigiram falar directamente com o Imperador.
O Imperador respondeu-lhes que Troy falava em nome do império. Se não gostavam do que ela dizia, que ele não iria mudar uma vírgula, portanto que deviam ir para outro lado.
De repente, muitos imperadores puseram-se do lado de Matemaniaco.
O almirante Euler sugeriu ao imperador que prestasse atenção, pois podiam haver manobras nos bastidores.
O pirata DoiDoi poderia infiltrar-se com um disfarce ou com as credenciais de outro imperador.
Como ainda director da TIA, o Imperador escolheu um grupo de vários agentes e deu-lhes a missão de monitorizar as comunicações da TASCA, e vários deles ficaram encarregues de infiltrar-se nas frotas de vários membros de toda a TASCA, naquilo que ficou conhecida como missão indícios de traição.
Pela primeira vez na história a TIA tinha missões dentro da própria TASCA. Algo que poderia dar origem à demissão do director caso fosse descoberto e mal aceite.
Finalmente, Troy conseguiu a garantia de DoiDoi não ser aceite na aliança.
O Imperador felicitou Troy pelo sucesso nas comunicações, mas disse ainda:
-Não deves olhar para isso como uma vitória. A TASCA não deve aceitar, e nem sequer voltar a considerar este tipo de negociações-Imposições.
-Sim, tem razão, porque na realidade esse é o maior problema.
-Assim que estas negociações acabarem... Tu e Solo merecem umas longas férias. Têm a minha dispensa pelo tempo que achares conveniente.
-Muito obrigado senhor.
As negociações continuam, e finalmente os representantes de vários imperadores concordam em banir o comportamento "Birra" das negociações oficiais da TASCA.

O Capitão Bat-Solo, e Troy tiram umas merecidas férias para Ria, Planeta do Império de Aivota.
Vão no cruzador de David Lagrange.

Entretanto dias depois, em Júpiter, Matemaníaco recebe uma mensagem de um dos agentes da TIA: três dos agentes da  missão indícios de traição desapareceram sem deixar rasto.
Até hoje a pergunta mantem-se: Será que encontraram algo?

Nota do autor:
Face ao sucesso de Troy, volto a este Blog.
Mas, para memória futura, a partir do capítulo IV, As aventuras de Capitão Lagrange

serão publicadas exclusivamente no Blog "As Histórias do Matemaniaco"
Matemaníaco

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Histórias dos Impérios da TASCA
Volume 1
V - O Pirata DoiDoi
Parte 1


Por Matemaníaco
(Baseado em factos verídicos)
Há exactamente um mês e nove dias...

Centro de comunicações do império de Mat, departamento diplomático.
A TASCA tinha sofrido um ataque não provocado por parte de um membro da coligação dos impérios: o pirata DoiDoi.
Matemaniaco: A mensagem diplomática saiu?
Troy Solo: Sim saiu.Passada uma hora.
Matemaniaco: Continuamos a não obter resposta? 
Troy acenou negativamente.
Matemaniaco: Contacta toda a TASCA: que comece o fogo de artifício
Passada outra hora
Troy: Imperador, não recebemos resposta, mas a TIA informa-nos que interceptou uma comunicação da coligação dos Impérios. O Pirata DoiDoi está a acusar a TASCA de ter começado as hostilidades.
Matemaniaco: Portanto, ficamos a saber que as comunicações dele funcionam muito bem. Só não nos quer responder, e está a mentir perante a coligação para ver se nos leva para guerra...
Troy: É muito lamentável senhor.

Passada mais uma hora.
Troy: mensagem da TIADoiDoi admitiu que foi ele que começou as hostilidades, mas requer apoio da Coligação porque sozinho não aguenta com a TASCA.
Matemaniaco: Troy, espero estar enganado, mas esse palerma um dia abandonará a coligação e eventualmente vai querer entrar na TASCA.
Troy: É um cenário que já se repete há milénios na história da humanidade.
Matemaniaco: A maioria, com desfechos catastróficos! Lamento. Quem não responde a diplomacia e nem sequer a uma mensagem nossa não tem lugar na TASCA. Redige tu uma mensagem a avisá-lo que nunca será aceite na TASCA e envia-a. Duvido que o cretino se digne a responder-nos.
De facto, a resposta nunca chegou.
Passadas várias horas, o agente Captain_Price 007 bombardeou um dos planetas de DoiDoi.
Ao fim de alguns dias, DoiDoi abandona a coligação.

Passadas três semanas, a TASCA recebe uma mensagem do Imperador Bejekas.
"Eu quero o Imperador SempreASomar nesta aliança. Mas ele impôs uma condição: Só adere se o imperador DoiDoi entrar na TASCA".
Troi ao ver a mensagem liga para o Capitão Solo.
Troy: Tenho uma má notícia!
Capitão Solo: Que se passa amor?
Troy: O  Imperador SempreASomar só entra na TASCA se o "Imperador" DoiDoi entrar.
Capitão Solo:"Imperador"? Esse nojento é um pirata que nunca respondeu sequer a uma mensagem do nosso império. Queres que eu dê o recado ao imperador?
Troy: A política está a ficar cada vez mais suja... Sim faz-me esse favor.
Capitão Solo: Suja, principalmente de sangue.
Assim que o imperador Matemática recebeu a mensagem, demitiu-se do cargo de relações diplomáticas e enviou a seguinte mensagem para a TASCA: ele entra e eu saio.
Aparentemente a mensagem foi entendida. e durante duas semanas não se falou no assunto.

Mas ontem... chegou uma nova mensagem. Falavam em "segundas oportunidades"...
Troy e Matemaniaco olham para a mensagem incrédulos.
Desta vez o próprio Matemaniaco perde o seu precioso tempo e escreve directamente ao imperador SempreASomar:


Vivas.
Constou-me que só vens para a TASCA se o DoiDoi for aceite.
Para te ser 100% honesto eu tenho sérios problemas em aceitar quem enquanto esteve na Coligação fez um ataque não provocado, sem lucro a um dos nossos (parecendo mesmo algum tipo de provocação ou retaliação), e tendo tido hipotese de resolver as coisas diplomaticamente preferiu ir chorar para a aliança (logo a Coligação)...
Eu não quero esse tipo de comportamento na TASCA, e é por isso que eu sou um dos que se opõe à entrada dele. (Não sou o único)
Agora tu, como sabes, és muito bem vindo.
Consegues garantir-me que ele na TASCA comporta-se, não vai andar por aí a provocar outros (tirando aqueles que já são os nossos alvos habituais...), e passa a ao menos ter a decência de responder a mensagens privadas, seja lá de quem for?
Eu não tenho nada contra dar 2ªs hipóteses às pessoas, aliás até acho que toda a gente tem o direito a errar, mas tenho muitas reservas quanto a este tipo de "Imperadores".

SempreASomar respondeu que não queria "ser do contra".

Face à votação que está neste momento prestes a aprovar a entrada de DoiDoi, Matemaniaco pediu a Troy que cortasse unilateralmente as comunicações com a TASCA, enquanto considera a saída da TASCA do universo 25.

Numa sala reunidos, estão Capitão Lagrange, Capitão Solo, NIA e Troy.
Lagrange: vamos mesmo abandonar a TASCA?
Troy: Pelo que eu conheço do Imperador, é uma forte hipótese.
Solo: Eu estou com ele a 100%, decida ele o que decidir.
NIA: Política não é lógica. Segundas hipóteses devem ser merecidas e não impostas por capricho de um amigo, por mais poderoso que seja.
Troy: Lamento mesmo.
Lagrange: Acabei de apresentar a minha demissão da frota da TASCA. Fui imediatamente aceite como Comandante na frota do Imperador.
NIA: Não te estás a precipitar David?
Lagrange: Antes de ser TASCA, sou fiel ao meu imperador. prefiro estar com ele do que estar numa organização com pessoas em quem não confio. Aqui, a minha patente é mais alta.
Solo: Vou dispensar todo o pessoal TASCA das minhas forças.


Nota do autor:
Como protesto pelos acontecimentos recentes abandono a publicação de histórias neste blog.
Podem continuar a ler as minhas histórias no Blog "As histórias do Mat" 

Até um dia.

Matemaníaco

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As aventuras de Capitão Lagrange
Capítulo 3 : Os outros
( parte 13 )


por Matemaníaco
(Continua daqui) . Pode ver um resumo da história até agora aqui.

– Lagrange, não está preocupado com Hara e o resto dos tripulantes da Esperança?
–Hara está viva. Ela estava viva no ponto temporal de onde a minha exploração partiu, e você sabe o que está a fazer...
– Eu não posso estar aqui a perder tempo consigo. Quero que você e Gonzalez se metam no vosso cargueiro, que passou na nossa inspecção, e vão lá acima juntar-se à missão de procura de sobreviventes. O responsável pela missão é o capitão Dimitroc Jovian. Siga as suas instrucções.
Entretanto vou ver o que se passa com a sua boneca.
Lagrange saiu em direcção à tenda.
Chegando lá, sugeriu a Natália que tratasse do transporte da sábia para um sítio seguro, e fora do alcance de PéNaCov, ainda explicou a Glorie que todos os computadores, robots e instrumentos da sábia deviam sair dali, para segurança de todos.
Glorie não fez perguntas e disse que tratava de tudo.
Lagrange, antes de sair, despediu-se e beijou a face de Natália.
Depois, junto com Gonzalez, correu para o seu caça.
Já no cockpit do caça, Gonzalez não conseguiu deixar de observar:
– Você anda metido com a enfermeira e com a boneca? Tem mais alguma?
– Eu cheguei cá há apenas uma semana.
O caça começou a voar em direcção ao espaço.
– Mas a ter de ficar com alguma, eu quero a NIA.– Continuou Lagrange
– A boneca? É doido! A enfermeira é um mulherão.
– Conselho de um tipo que antes dos 20 anos já tinha namorado com cinquenta mulheres de todas as idades: Não deixe o aspeto físico ou a espécie decidir quem vai ser a sua companheira.
– Cinquenta? Vá mangar outro!
– Como queira.
– Sim, sim, cinquenta...
Lagrange manteve o silencio enquanto o caça se aproximava do campo de destroços.
Receberam uma trajectória de busca, e começaram a sua missão.
Passadas doze horas, ainda sem encontrar sobreviventes ou quaisquer destroços de salva-vidas, receberam uma comunicação do capitão Jovian
“Tudo me faz crer que os atacantes capturaram os sobreviventes. Por falta de combustível, vamos cancelar a missão de busca.”
–Gonzalez, nós ainda aguentamos mais duas horas não é?
–Sim, temos combustível para mais duas... Capitão olhe para aquilo.
Lagrange olha pela janela e vê uma frota com vários interceptores.
Os sensores não mostravam nada naquele lugar, mas os seus olhos não o enganavam.
Lagrange aperta rapidamente o botão do comunicador.
– Capitão Jovian, daqui capitão Lagrange, tenho uma enorme frota de interceptores à minha frente, mas os nossos sensores não estão a detectar nada.
Passados alguns segundos Jovian responde:
– Já vos viram?
– Não sei, mas não estão a tomar nenhuma acção contra nós.
– Vou aproximar-me de vocês. Sugiro que desliguem as luzes e os motores.
A comunicação foi desligada.
– É impossível ainda não nos terem visto. O capitão Jovian aproximar-se parece-me má ideia – disse Gonzalez.
– A nave do Capitão Jovian tem um sistema de camuflagem. Para ser honesto, a única coisa que me está a incomodar é a possibilidade de estarem a monitorizar as nossas comunicações.
– Como não estamos a detectar nada, isto não pode ser algum tipo de engodo, ilusão?
– Como a Esperança foi destruida, não vamos assumir nada.
– Quem diabos são estes gajos?
– São outros sobreviventes... Se já nos detectaram, decidiram não comunicar.
Cerca de três minutos depois, Jovian envia uma mensagem via nanites a Lagrange.
“Chegámos ao vosso lado. Novidades?”
“Nenhumas. A vantagem está do vosso lado. A camuflagem do Aristóteles torna-o na nave ideal para se aproximar.”
“Querem vir connosco? Temos um teletransportadores”
“Vou perguntar aqui ao meu copiloto.”
“Dois dos nossos robots ofereceram-se para vos substituir nesse caça.”
– Gonzalez, a Arquimedes está camuflada aqui ao nosso lado. O capitão está a oferecer-nos um lugar lá, enquanto vão investigar esta armada de interceptores.
– Como é que vamos para lá sem dar nas vistas? E vamos abandonar este caça?
– Teletransportador. Dois robots deles ficam aqui no nosso lugar.
– Teletransportador? Pode ir capitão. Eu fico aqui!
“Capitão Jovian, eu vou. O meu copiloto fica.”
“Está bem. Aguarde alguns segundos.”
– Até breve Gonzalez.
O capitão desaparece à frente dos olhos de Gonzalez, e em seu lugar aparece um robot.
Na Arquimedes, Lagrange é rematerializado em frente ao capitão Jovian
– Bem vindo a bordo.
– Onde é que arranjou um teletransportador?
– Foi encontrado no meio dos destroços quando cá chegámos. Ainda não temos forma de duplicar esta tecnologia para implementar nas outras naves, por isso, não a publicitamos.
– Tem combustível para isto?
– Espero que o que temos seja suficiente.
Jovian deu sinal aos seus homens e a nave avançou em direcção à frota.

(continua)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Histórias dos Impérios da TASCA
Volume 1
IV - O homem da TIA
Parte II

(continuação)
Por  Matemaníaco


Apagaio e PéNaCov dirigiram-se ao centro de tecnologia da TIA (CTTIA) para receberem equipamento para a missão.
Lá, estava o Doutor K, que lhes apresentou vários gadjets.
Serguei PéNaCov:Se a TIA é isto não sei se vou durar muito aqui.
Doutor K: Sim? Não gostas da tua missão?
Apagaio: Ele acha que vamos atrasar um imperador para não estar presente no momento da chegada da frota, para a ForçaTASCA crashar essa frota.
Doutor K: A TASCA tem princípios e joga limpo. Se não te deram mais detalhes, não cometas o erro de assumir coisas. Faz o que te mandam, e no fim mostram-te o cenário todo. Há sempre várias missões a decorrer em simultâneo, e raramente os agentes têm conhecimento das missões uns dos outros para evitar que comprometam a missão.
Serguei PéNaCov: Porque é que dizes isso? Tanto a TASCA como a TIA são organizações novas. 
Doutor K: Segredo profissional.

Cerca de quatro horas depois chegaram a um planeta do imperador McLopes para começar a missão.
Não tendo forma de chegar ao império "inimigo" a tempo, recorreram a duas sondas de espionagem, modelo especial do CTTIA. Cada sonda tinha espaço para um passageiro.
McLopes ordenou que as sondas fossem em modo "atacar" contra o planeta.
Em poucos segundos as sondas aproximaram-se do planeta inimigo e foram destruídas.
Entre os campos de destroços, em fatos equipados com jetpacks,  oxigénio a sair das microbotijas e um campo de forças a cobrir-lhes a cabeça, estavam os dois agentes da TIA.
Serguei PéNaCov:Isto vai ficar na minha memória.
Apagaio:Sobrevivemos a disparos de plasmas! Estes cientistas da TIA são mesmo bons.
Serguei PéNaCov: Incrível o que se consegue, combinando as ciências de vários impérios.
Ambos ligaram os jet-packs e voaram em direcção a um ponto cego no sistema de defesa, que constava da base de dados da TIA.
A partir desse momento perderam todas as comunicações com a TASCA.
Mergulharam no oceano e foram a alta velocidade até à costa, até perto do palácio imperial.
Á velocidade que os seus propulsores os empurraram, nenhum tipo de radar os detectou.
Com o fato holográfico e as nanites no corpo de cada um, com um simples pensamento, podiam mudar de roupas.
Vestiram-se como civis e deixaram os packs e os seus fatos propulsores escondidos, numa pequena gruta lá perto. Chegados à cidade, entraram num cibercafé.
Apagaio sentou-se frente a um computador, e em pouco menos de meia hora conseguiu registar PéNaCov como guarda imperial, promovido e destacado do outro lado do planeta.
Em mais uma hora, PéNaCov fez o download da maior parte das informações que conseguiu sobre o seu suposto local de origem para as suas nanites.
Faltavam 5 horas e 13 minutos para a chegada das frotas.
PéNaCov saiu do cibercafé, com a falsa identidade de José Silva, e no primeiro beco que encontrou, usou o holofato e vestiu-se de guarda imperial.
Dirigiu-se à estação de hipercomboios.
Chegado o hipercomboio, entrou e deslocou-se em direcção ao palácio..
No palácio, entrou e foi levado à presença de um segurança do imperador, que protestou por não ter sido atempadamente informado. Confirmou via nanites que tudo estava correcto.
PéNaCov aproximou-se do imperador.
O imperador estendeu-lhe a mão para lhe dar as boas vindas.
Serguei, estendeu a mão e cumprimentou o imperador.
Foi o suficiente para PéNaCov conseguir transferir um virus informático, via nanites às nanites do imperador, junto com as suas (falsas) credenciais.
Chegada à hora marcada, o imperador seguiu para o hangar.
Serguei acompanhou-o. Precisava de certificar-se que a sua missão era cumprida.
 Nisto, notou que em direcção contrária, vinha uma cara conhecida. A agente que tinha passado completamente nua por ele e por Apagaio na base da TIA.
Recebeu então via nanites:
"Ele vai em direcção ao Hangar. Não era suposto ele atrasar-se?"
"Mudança de planos. Ele não vai atrasar-se, mas a frota vai... A roupa fica-te bem!"
"Estás a dizer que comigo nua tu conseguiste fixar a minha cara? Parabéns... ou és um excelente agente, ou é gay... ou ambos".

"Que fazes tu aqui??"
"Eu também tenho a minha própria missão. Boa sorte. Desligo. "

A frota chegou ao mesmo tempo que o imperador ao hangar.
O imperador tenta ligar a sua inteface de comunicações com a frota e não funciona.
O imperador repete.. e não consegue.
Virou-se para PéNaCov:
-O Interface deve estar avariado. Felizmente não há nem frotas nem espiões inimigos a chegar.
Pediu outra, que chegou em segundos, e continuava a não funcionar.
-Estão a brincar comigo? Que se passa com as interfaces? Chamem-me um técnico.
De repente chegam dois técnicos e começam a analisar a interface.
PéNaCov recebe a mensagem da agente de quem não sabia o nome.
"Eles precisam de manter a frota parada mais dois minutos"
"Por agora está tudo a correr bem. Mas devem estar ..."

A mensagem foi interrompida.
Chegou um exército de 50 soldados
Soldado: Acabámos de receber uma mensagem, senhor. Foi encontrado um cidadão a alguns quilómetros daqui a monitorizar as câmaras de segurança imperial. Os homens que o apanharam dizem que de acordo com as câmaras, ele esteve a aceder às bases de dados da segurança imperial, e estava acompanhado de outro homem.
Imperador: Já os identificaram?
O soldados apontou para PéNaCov.
Soldado:  Não. mas o segundo homem é o Capitão José Silva.PéNaCov mandou a mensagem via nanites:
"Merda! Eu e o meu parceiro fomos apanhados, mas isso deve servir para atrasar as coisas mais algum tempo."
PéNaCov foi atingido com um dardo tranquilizante.. e caiu no chão.
PéNaCov foi levado para uma prisão imperial onde foi torturado durante meses, mas nunca deixou cair o seu disfarce. durante todo esse tempo não soube nada de Apagaio.
Até ao dia em que recebeu uma mensagem via nanites.
"A TASCA não se esqueceu de ti."
"Esta voz é-me familiar. Quem és?"
"Levanta a cabeça."

Serguei olhou, e à sua frente estava um esquadrão, não de soldados normais, mas com vários imperadores da TASCA, liderados por Bejekas: mayNard, Captain_Price, Diianik, Matemaniaco e Alentejano.
Serguei PéNaCov: Eu não acredito!
Bejekas: A TIA não esquece os seus homens, e tu resististe todo este tempo, sem nunca sequer mencionar a TASCA.
Matemaniaco:Rapaz, tu és um herói. A missão foi um sucesso.
mayNard: Até decidi libertar uma das minhas fieis só para ti. Só que ouvi dizer que andando ela nua à tua frente, o que tu fixaste foi a cara...
Diianik disparou um raio estranho contra Serguei.
Bejekas passou um scanner portátil por Serguei... procuravam algum tipo de localizador
Bejekas:  Estás limpo!
Captain_Price: temos todo o tempo do mundo. Destruíram todos os satélites, e o Imperador XYZ não está por cá.
Diianik contactou Cobrador
Diianik: Já temos o nosso homem precisamos de um buraco novo para sair daqui. 
Cobrador: Que se passou?
Bejekas: O Mates ofereceu uma mega-granada a um pelotão de 10 000 robots armados que sairam de uma fábrica e vieram atrás de nós. Rebentou com eles todos.. e com a entrada.
Cobrador:Está bem, vou mandar um míssil que deve abrir-vos uma entrada. Liguem o campo de forças portátil.
Alentejano e mayNard encaixam as suas mochilas uma na outra. Cada um deles pressiona um botão e gera-se um campo de forças que envolve os imperadores e Serguei.
Cobrador, a bordo da sua nave de batalha não identificada em frente ao palácio Imperial de XYZ e ordena aos seus homens que disparem todas as armas, cavando assim um túnel até ao sítio onde estavam.
Matemaniaco e Captain_Price pegam em Serguei e levam-no aos ombros até à saída.
Nisto aparece Aivota a pilotar um cargueiro pequeno, e abre as portas.
 Toda a gente entra.
Junto com Aivota, estavam Durga e Kattia.
Durga: Apagaio caiu em coma sob tortura. Conseguimos recuperá-lo. O diagnóstico é reservado.
Aivota: Ele salvou-me a vida uma vez.
Kattia, sentada como co-piloto de Aivota pressionou os botões. A porta fechou, e voaram em direcção à frota de Cobrador.
Serguei PéNaCov: Mas se não queriam crashar. a frota de XYZ, o que foi que fizeram?
Kattia: Eu acho que ele merece saber.
Matemaniaco: És um homem da TIA. Se não te dissermos um dia vais descobrir.
Bejekas: O que se passa é que já foram detectadas várias anomalias espaciais que nos fizeram perder frotas em explorações espaciais. O fenómeno não é novo, já acontece há muito tempo.
Matemaniaco: Os cientistas da TASCA, descobriram como criar essas anomalias. Mas nenhum de nos quis sacrificar frota com bons homens para testar...
Captain_Price: Então, decidimos testar nas frotas de um império inimigo.
mayNard: Enquanto tu atrasavas o lançamento a minha agente Lizete, com nome de código B0azuD4, actualizava os sistemas de hiperespaço de toda a frota de XYZ para que criassem essas anomalias.
Matemaniaco: A frota dele não regressou das explorações espaciais.
Serguei: Mas qual é o interesse nisso?
Alentejano: Percebendo como funcionam as anomalias, podemos conseguir fazer regressar as frotas perdidas.
Durga: Aquilo que acabaste de ouvir é secreto e não deve ser repetido a ninguém...
Bejekas: Em caso de traição somos nós próprios que tratamos do assunto.
Serguei: Nunca pensei ser salvo por uma pelotão de imperadores.
Aivota, ainda triste pelo acontecido a Apagaio diz:
Isto é o que deves esperar, homem da TIA.
Matemaniaco: "Homem da TIA"... gostei. Vai ser o título do relatório desta missão.
Assim que voltaram à sede da TASCA, Serguei recebeu cuidados médicos. Apagaio foi hospitalizado.
E os imperadores tasqueiros foram comemorar o desfecho de mais uma missão bem sucedida.
Assim Serguei aprendeu a sua primeira valiosa lição na TIA:
Na TASCA, cada homem é valioso, e nenhum imperador sacrifica vidas sem necessidade.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

As aventuras de Capitão Lagrange
Capítulo 3 : Os outros
( parte 12 )


por Matemaníaco
(Continua daqui) . Pode ver um resumo da história até agora aqui.

Gonzalez saiu.
– Peço desculpa por não te ter contactado mais cedo. Passei uns dias a habituar-me à IA das minhas nanites. Depois estive fora do planeta, na Esperança e depois ainda estive um dia incomunicável.
– Não precisa de se desculpar. Eu compreendo.
– Não é nada disso, eu estou a falar a sério!
– Eu conheço a sua fama, eu nasci num ponto no seu futuro.
– Por favor não me fale do meu futuro. Deixe-me chegar lá... E por favor, aceite tomar uma copo comigo. Esqueça tudo o que julga saber sobre mim.
– Dois centímetros que passaram a trinta é difícil esquecer!
– Não fujas ao assunto!
– Eu prometo pensar nisso.
Ao fim de alguns minutos, Glorie chega à divisão onde estão Natália e Lagrange.
– Injeção de nano-desligas.
– Nano-quê?
– Nano-desligas. São nanites destinadas a fazer o paciente, perder a consciência e a depois executar funções especificas, dissolvendo-se na corrente sanguínea assim que acabam. Isto era tecnologia típica da TIA até alguns anos antes do meu nascimento.
– Se se dissolvem como é que sabes o que eram?–Perguntou David.
As nanites da sábia também são nanites fora do vulgar. Têm forma de travar as nano-desligas após a perda de consciencia. Que eu saiba, também só os agentes da TIA têm tecnologia desta.
– Ou seja, esteve cá um agente da TIA e fez a sabia perder consciência. E a sábia também é TIA?! –concluiu Natália.
Ela vai recuperar a consciência dentro de algumas horas. Fizeste bem em chamar-me. Sei que a tenda médica daqui responde a PéNaCov, que foi … ou será director da TIA, conforme os nossos pontos de origem no espaço-tempo.
– Podes examinar-me agora? É o PéNaCov que precisa de uma confirmação de que eu estou apto ao serviço. Ali na tenda deram-me um “chumbo”.
Glorie estendeu a mão a Lagrange.
Lagrange apertou-a e as nanites de ambos começaram a trocar informações.
Passados vários minutos Glorie larga a mão de Lagrange.
–Que aconteceu a NIA?
–Foi-me removida. Por robots que presumo serem do futuro.
–Tirando a remoção de NIA não encontrei absolutamente nada anormal em ti. Aliás, até estás melhor do que da última vez que te examinei. O relatório está gravado nas tuas nanites. Qualquer scanner médico consegue o ler.
–Obrigado.
Virando-se para Natália, Lagrange pede:
–Podes ficar aqui com a sábia? Eu deixo o cabo Gonzalez lá fora para se precisares de alguma coisa.
–Sim, desde que a Dra Boavida justifique a minha permanência por cá.
–Não te preocupes Natália.
–Eu vou falar com o Serguei.
Lagrange sai da tenda.
– Gonzalez, preciso que fiques aqui a guardar esta tenda. Não deixes ninguém, especialmente se estiver a servir sob o PéNaCov aproximar-se.
– Hã?
– Até já.
– Mas senhor...!
Lagrange afastou-se a correr para a tenda militar.
Chegando lá. Lagrange viu Serguei rodeado de homens... e ouviu:
– ...vamos precisar urgentemente de defesas planetárias! Esses piratas não sabem com quem é que se meteram! A destruição da Esperança não sairá impune!
Serguei viu Lagrange.
– David preciso de falar contigo em particular.
– A Esperança foi destruída?
– Um dos nossos cargueiros foi às últimas coordenadas conhecidas da Esperança, e encontrou só destroços. Alguns visivelmente do casco da Esperança. A caixa negra mostrou que tiveram os sistemas atacados com protanerabacter.
E sem controlo nenhum dos sistemas foram atingidos por misseis. Acabámos de mandar uma pequena frota em missão de procura e recolha de cápsulas salva-vidas.
– Misseis? Dos robots?
– Não, de uma nave de piratas! Para além dos robots... há outros sobreviventes.
Serguei mandou os homens dispersar e reuniu-se com Lagrange.
Apertou-lhe a mão e viu o relatório médico de Glorie.
– Óptimo! Penso que vamos ter de aceitar a ajuda dos seus robots.
– A sábia foi atacada por um agente da TIA.
Serguei vira-se para Lagrange e olha-o espantado.
– É uma acusação grave...
– Não te ponhas com rodeios comigo.
– A sábia tem consigo uma cópia de um blog com mais de dez mil anos. Um blog da Terra original que conta a nossa história e de tudo o que se está a passar por aqui. Como não é um blog vindo do futuro, não está na lista de bases de dados proibidas, e que estavam na Esperança antes da sua destruição.
– Como sabes disso?
– Eu sou um homem da TIA. Estou sempre bem informado...
– Não era mais simples pedir uma cópia?
– A sábia não quis colaborar...
– Estou a ver...
– Ela continua com a sua base de dados. O meu agente fez uma cópia indetectável.
– A posse desse tipo de coisas não é proíbido?
– Eu repito: As bases de dados “do futuro” da rainha Hara são proibidas. Esta, veio do nosso passado, de há cerca de cem séculos, portanto é permitida.
– Do passado? Como é que isso é possível?
– Tanto quanto sei, até este diálogo entre nós dois pode estar lá escrito num idioma da época. Ainda não sabemos como é que tal é possível.
– O blog não te dá informações sobre o ataque à Esperança?
– Tenho homens da minha confiança a lê-lo. Em breve saberemos.
– E a NIA?
– Está entregue aos meus técnicos. Ainda não me deram notícias.
– Eu quero-a de volta.

(continua)