quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Histórias dos Impérios da TASCA
Volume 1
VII - O Império dos Porcos

Por PorcoSujo
Este texto foi extraido de um dossier  que visa tornar o Império de PorcoSujo num destino turistico.

No império do PorcoSujo, 98% da população pertence à espécie homo sapiens suinus, uma evolução dos homo sapiens sapiens.
A industria pornográfica é muito consumida internamente, mas também exporta surpreendentemente bem, e é uma das maiores do universo. As porcas são muito requistitadas em todas as galáxias  e pagam-se a preço de ouro.
O próprio Imperador mayNard, recorrendo aos protocolos estabelecidos entre os membros da aliança TASCA, tem várias porcas no seu harém pessoal e privado.
Na TASCA, a expressão "comer uma porca" não tem nada de gastronómico.
A proibição dos banhos no impéro, faz com que os planetas do império estejam longe de qualquer destino turístico, mesmo sexual,mas deu aos porcos um dos sistemas imunitários mais potentes de que há registo, sendo até capazes de destruir nanites.
Os jovens leitões, designação utilizada para nos referirmos ás crianças, são desde cedo iniciadas na pornografia suina, como parte da sua formação cultural.
Há muito que corre o mito de uma antiquissima celebridade terrestre, uma tal de "miss Piggy" ser uma encarnação de uma deusa suina, a poderosa Afropiggite. A deusa da fertilidade suina.
O imperador é um porco reservado, e usa o título de "Senhor Porco". 

A nivel legislativo, o império tem uma lei dura!
A carne de porco é expressamente proibida. Mesmo o seu transporte no território é punível com a apreensão de todos os bens dos prevaricadores.
A falta de respeito para com o imperador, por exemplo, chama-lo apenas de Porco, é punível com a morte mais cruel dos impérios da TASCA, a "matança do porco". A crueldade de tal acto proibe-nos de o descrever aqui.
 Os habitantes que forem vistos limpos durante mais do que duas horas seguidas, ou que não deitem dejectos no chão têm de cumprir 6 meses de serviço publico forçado.
A Porcabriela é a porconovela mais vista e controversa da história.
É transmitida e retransmitida em todos os impérios da aliança. É líder de audiências  mas alvo de contestação pelo próprio imperador PorcoSujo. As cenas de sexo em algo tão imoral como é o banho já fizeram com que o próprio Senhor Porco emitisse comunicados e ordenasse a censura de cenas da novela.
A sociedade para a defesa da sujidade de bons costumes considera esta a porconovela mais imoral dos últimos cinco milénios.
A nivel arquitectónico, é uma civilização muito original... texto  nenhum fará justiça à beleza daqueles edifícios.

 Há várias classes de  habitações próprias para os habitantes, como é o caso das pocilgas e dos  chiqueiros (...)

Muito mais há para dizer... mas nada que substitua uma visita turística aos impérios do Senhor Porco.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Nova gerência


A TASCA anuncia que o blog mudou de mãos.
O Matemaniaco abusou um bocadinho da coca-cola e deixou de estar disponível.
Não se preocupem, que se depender do pessoal da TASCA vamos continuar a ter histórias por aqui.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Histórias dos Impérios da TASCA
Volume 1
VI - A agente de may

Por Matemaníaco
       No império de may, por decreto do imperador não se usam roupas.
O decreto foi emitido um ano depois de Eslarecida ter começado a sua missão evangelizadora.
Nos primeiros dias da TIA, ter agentes completamente despidas a caminhar pela sede estava a causar imensos distúrbios e distracções,
Por outro lado, enviar agentes que não usam roupas para outros impérios estava fora de questão.
- O problema é a picuinhice do resto do universo. - Respondeu mayNard ao director da TIA.
Para resolver a situação, foi imposto o uso de roupas às agentes de may, enquanto estivessem em instalações da TIA e quando estivessem em missão.
Estas, revoltadas, pediram uma reunião com o director.
O director entra na sala e vê quase uma centena de beldades totalmente nuas.
Uma delas, aproxima-se.
- Tem aí uma arma ou gostou mesmo de nos ver?
- Por uma questão de profissionalismo prefiro não responder. Queriam ver-me?
- Eu sou a agente Laura. Queríamos saber porque é que temos de usar roupas aqui na sede. Em missão ainda compreendemos, mas aqui na sede parece-nos exagerado.
- Está ben, vamos esquecer o meu cargo aqui. Ao entrar nesta sala eu senti-me como se estivesse a entrar num harém, que para meu azar não é o meu.
- Obrigado pelo elogio... mas explique-nos lá a razão de termos de usar roupas.
- Deixem-me cá por isto de outra forma...
O director baixa as calças.
- Eu sabia que não era uma arma! - Diz Laura.
-Isto deve ser o sonho de muito adolescente em todo o universo.
-Só que aqui somos todos adultos- Respondeu Laura
- Numa sede com tantos homens, eu quero toda a gente concentrada nas suas missões, não a pensar em como saltar-vos para cima!
- Até parece que nunca viram uma mulher nua antes.
- Eu tenho um harém, e mesmo assim quando passo por vocês, acreditem que não é em missões que eu penso.
- Homens! Só pensam nisso!...
- Não leve a mal... depois aceita ir tomar um copo comigo? Eu deixo-a andar nua no meu gabinete.
- Bom meninas. parece que o problema é a infantilidade masculina. Vamos mesmo ter de usar roupas por cá.
Ouviram-se apupos e protestos, mas as agentes lá concordaram.
- Lamento.- Disse o director.
- Aceito o seu copo... você é imperador e solteiro não é?...
- Sim, sou...
Dias mais tarde, todos os agentes usavam uma farda própria da agência. e Laura visitou o director.
- Usarmos roupas. Resolveu alguma coisa?
- Sim, muita coisa. Deixara, de haver acidentes cá dentro. As tuas agentes ainda me odeiam?
- Não. E eu pessoalmente, venho pedir uma missão extra.
- Sim? Qual?
- Quero ser tua concubina.
- Eu aprovo. Só que aviso desde já que eu não quero confusões com o may.
- Ele é só meu imperador. O que eu faço com a minha vida pessoal é assunto meu.
Pouco depois a porta abre-se e entra Bejekas.
- Ó Mates foi para isto que te fizemos director da TIA?
- Porra! Já não se usam sinalizadores?
-O teu está avariado..
-Então batias à porta!
Laura levanta-se e sai, cumprimentando Bejekas na saída.
-A maioria dos gajos era apanhado com elas nuas. Tu metes-te com elas vestidas.
- O que é que queres?
- A missão com o XYZ deu barraca...
.Dias mais tarde, Laura volta a visitar o director.
- Se não te importares. vamos voltar a ter uma relação estritamente profissional.
- Mesmo como minha concubina?
- Eu tenho de largar esse cargo.
- Que se passa?
- Raramente nos vemos, e não gosto do teu harém
-Queres exclusividade? É tua...
-Eu precisei de ter esta conversa contigo para tomares essa decisão. Logo, não quero.
-A monogamia não se aplica aos imperadores. Tu vens do império de may, sabes disso.
-Sim, sei.mas a decisão está tomada.
-Antes de saires...deixa-me que te diga que ficas muito bem de farda.
-Obrigada.
Laura saiu.
O director ligou um comunicador e ligou a Troy.
-Ela  também deixou-me.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

As aventuras de Capitão Lagrange
Capítulo 3 : Os outros
( parte 14 -Fim de capítulo )


por Matemaníaco
(Continua daqui) . Pode ver um resumo da história até agora aqui.


A nave voou por baixo dos interceptores. Em todo o cargueiro, quem podia aproximava-se de uma janela ou de um monitor que estivesse a transmitir imagens da gigantesca frota.

Lagrange não resistiu a perguntar:
– Como é que não vimos estes tipos antes?
– Aí está uma boa pergunta. Estamos a vê-los... mas continuam a não aparecer nos nossos sensores militares. Mandei verificar o que se passa com os nossos sensores, mas ainda não me deram resposta.
– A frota é muito grande para ser ilusão.
– Concordo. Otarius era um comandante experiente e mesmo assim a Esperança foi destruída. Ele não deve ter visto a frota atacante aproximar-se. Todo o cuidado é pouco.
Continuavam de olhos colados aos monitores enquanto a nave subiu e voou entre os vários milhares de interceptores.
Todos eles com uma bandeira pirata pintada sobre o sítio onde devia estar a identificação. Estavam ali interceptores de várias eras. Desde interceptores com esquemas de há 200 anos a interceptores que nunca ninguém tinha visto, mas pareciam ser a evolução natural em design dos anteriores.
– Interceptores do futuro? - Perguntou Jovian
– O seu palpite é tão bom como qualquer outro. Tendo em conta o que sabemos deste sítio, é uma forte possibilidade – Respondeu uma oficial.
Lagrange olhou para ela e perguntou:
Todas as naves que temos são sobreviventes daquele enorme campo de destroços. Onde foi que estes tipos arranjaram tanto interceptor?
– O nosso conhecimento deste sistema é muito limitado. Podem estar a chegar naves a outra parte do sistema.-Respondeu.
– Olha! Ampliem-me aquela nave no primeiro quadrante.- Gritou Jovian.
No ecrã estava um interceptor sem bandeira pirata. A identificação era ICTMAT13122102-751.
– Não é o único, – disse o subcomandante, apontando para outra nave.
Após ampliação via-se nitidamente ICTPOE03012010-001.
Seguiram-se muitas outras identificações. Estavam ali naves das frotas de centenas de impérios.
Jovian chamou os seus oficiais e Lagrange à sala de reuniões.

Ao fim de alguns minutos estavam os 7 oficiais e Lagrange lá reunidos.
Jovian começou a reunião.
– Minhas senhoras e meus senhores, este é o Capitão Lagrange, meu convidado nesta missão. Como acabaram de ver esta frota de interceptores parece ser formada por naves de vários impérios do universo que conhecemos. Não temos combustível para avançar muito mais, por isso vou ordenar o nosso regresso. Temos um caça pesado parado a alguns milhares de quilómetros daqui, e nós ainda não fomos detectados.
– Perdoe-me senhor. – interrompeu uma das oficiais – Não assuma isso! Encontrei há minutos um vírus desconhecido na IA da nossa nave.
– Um virus informático?
– Sim senhor. Infectou os sistemas de comunicações, sensores e ainda não sei que mais.
– E só detectaram isso agora?
– Senhor, isto não é um vírus normal. Ele não foi detectado pelo antivirus.
– Poupe-nos aos dados técnicos. Consegue livrar-nos dele?
– Não sei, mas eu preferia não o transmitir à nossa frota.
– As ligações entre as nossas naves são automáticas. Podemos já ter transmitido o virus ao que resta da nossa frota.
– Podemos estar a ser monitorizados neste preciso momento, mesmo com camuflagem! – Interrompeu Lagrange.
– Sim, podemos. – Concordou o oficial.
– Transmite tudo o que temos sobre esse vírus numa transmissão encriptada a toda a frota.
Virando-se para Lagrange, Jovian disse:
Penso que tirando o teu caça, todas as nossas naves já devem ter regressado ao planeta.
Virando-se para o resto dos oficiais, Jovian pergunta:
– Mais surpresas?
Uma oficial levantou o braço.
– Diga, menina Korin
– Senhor, temos destroços da Esperança contaminados com protanerabacter... Esta versão das bacterias é nova. As que conhecíamos afectavam nanites e sistemas eletrónicos pelos seus micro-impulsos e irregulares campos electromagneticos. Estas, enviam pequenas ondas de radios, que podem muito bem ser código comprimido.
– Estás a dizer-nos que estas bactérias podem ter-nos metido um virus informático?
– Desculpem-me: Como é que uma bactéria cujo habitat natural são uns frutos consegue uma coisa destas? - Perguntou um oficial que até agora tinha estado calado.
– Essa é uma boa pergunta. Não gosto de nenhuma das possíveis respostas.-Respondeu Lagrange

A reunião acabou. A Aristóteles afastou-se dos interceptores sem ter sido incomodada, e regressou a Cronos, à cratera.
Lagrange mais uma vez tentou contactar telepaticamente NIA, sem sucesso...
– Capitão, foi um prazer tê-lo conhecido. – Disse-lhe Jovian à saída.– Vou falar com o comando central. Mantenha-se por perto.
– Igualmente. Eu vou procurar uns amigos meus.
Lagrange saiu do cargueiro acompanhado de dois seguranças e entrou num carro voador. Um dos seguranças sentou-se ao volante e levou-o até ao destruidor-hospital.
O carro estava parado à entrada.
Lagrange contactou Natália via nanites:
“Natália? A sábia está segura?”
“Olá Lagrange. Sim, ficou na minha casa.”
“Tens casa aqui?”
“Sim, foi-me dada há cerca de um ano.”
De repente começam a ouvir-se explosões.
Lagrange e os seguranças viram-se na direcção da cratera e vêm raios a vir do céu e a cair naquela zona, levantando-se enormes nuvens de fumo.
– Estão a atacar a nossa frota!

Fim do capítulo.

Como prometido, em breve e a partir do 4º capítulo, As aventuras de capitão Lagrange continuarão no blog
"As Histórias do Matemaniaco".

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Histórias dos Impérios da TASCA
Volume 1
V - O Pirata DoiDoi
Parte 2


Por Matemaniaco

Após as várias movimentações no império de Matemaníaco, começaram a chover movimentações e comunicações dentro da TASCA.
A tensão era grande.
Matemaníaco deixou o trabalho das relações diplomaticas nas mãos capazes de Troy.
O Almirante Euler foi encarregue da reorganização da frota.
David Lagrange recebeu o comando de um cruzador, sem nome oficial, o CRZMAT27112012-001
NIA foi admitida no centro de pesquisas de Ganymede.
Solo, como capitão da Guarda Imperial reestruturou a cadeira de comando.
Finalmente Troy recebe uma comunicação de um Imperador que pergunta o porquê das movimentações.
Troy explica, que o imperador vê com muitos maus olhos birras de outros imperadores.
Que a atitude de SempreASomar, não foi a atitude de um imperador, mas sim a de uma criança, e na TASCA, muitos fecharam os olhos a isso.
Por outro lado, o pirata DoiDoi se quer uma hipótese, deve provar que a merece.
A resposta de Troy, não foi bem recebida, e exigiram falar directamente com o Imperador.
O Imperador respondeu-lhes que Troy falava em nome do império. Se não gostavam do que ela dizia, que ele não iria mudar uma vírgula, portanto que deviam ir para outro lado.
De repente, muitos imperadores puseram-se do lado de Matemaniaco.
O almirante Euler sugeriu ao imperador que prestasse atenção, pois podiam haver manobras nos bastidores.
O pirata DoiDoi poderia infiltrar-se com um disfarce ou com as credenciais de outro imperador.
Como ainda director da TIA, o Imperador escolheu um grupo de vários agentes e deu-lhes a missão de monitorizar as comunicações da TASCA, e vários deles ficaram encarregues de infiltrar-se nas frotas de vários membros de toda a TASCA, naquilo que ficou conhecida como missão indícios de traição.
Pela primeira vez na história a TIA tinha missões dentro da própria TASCA. Algo que poderia dar origem à demissão do director caso fosse descoberto e mal aceite.
Finalmente, Troy conseguiu a garantia de DoiDoi não ser aceite na aliança.
O Imperador felicitou Troy pelo sucesso nas comunicações, mas disse ainda:
-Não deves olhar para isso como uma vitória. A TASCA não deve aceitar, e nem sequer voltar a considerar este tipo de negociações-Imposições.
-Sim, tem razão, porque na realidade esse é o maior problema.
-Assim que estas negociações acabarem... Tu e Solo merecem umas longas férias. Têm a minha dispensa pelo tempo que achares conveniente.
-Muito obrigado senhor.
As negociações continuam, e finalmente os representantes de vários imperadores concordam em banir o comportamento "Birra" das negociações oficiais da TASCA.

O Capitão Bat-Solo, e Troy tiram umas merecidas férias para Ria, Planeta do Império de Aivota.
Vão no cruzador de David Lagrange.

Entretanto dias depois, em Júpiter, Matemaníaco recebe uma mensagem de um dos agentes da TIA: três dos agentes da  missão indícios de traição desapareceram sem deixar rasto.
Até hoje a pergunta mantem-se: Será que encontraram algo?

Nota do autor:
Face ao sucesso de Troy, volto a este Blog.
Mas, para memória futura, a partir do capítulo IV, As aventuras de Capitão Lagrange

serão publicadas exclusivamente no Blog "As Histórias do Matemaniaco"
Matemaníaco

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Histórias dos Impérios da TASCA
Volume 1
V - O Pirata DoiDoi
Parte 1


Por Matemaníaco
(Baseado em factos verídicos)
Há exactamente um mês e nove dias...

Centro de comunicações do império de Mat, departamento diplomático.
A TASCA tinha sofrido um ataque não provocado por parte de um membro da coligação dos impérios: o pirata DoiDoi.
Matemaniaco: A mensagem diplomática saiu?
Troy Solo: Sim saiu.Passada uma hora.
Matemaniaco: Continuamos a não obter resposta? 
Troy acenou negativamente.
Matemaniaco: Contacta toda a TASCA: que comece o fogo de artifício
Passada outra hora
Troy: Imperador, não recebemos resposta, mas a TIA informa-nos que interceptou uma comunicação da coligação dos Impérios. O Pirata DoiDoi está a acusar a TASCA de ter começado as hostilidades.
Matemaniaco: Portanto, ficamos a saber que as comunicações dele funcionam muito bem. Só não nos quer responder, e está a mentir perante a coligação para ver se nos leva para guerra...
Troy: É muito lamentável senhor.

Passada mais uma hora.
Troy: mensagem da TIADoiDoi admitiu que foi ele que começou as hostilidades, mas requer apoio da Coligação porque sozinho não aguenta com a TASCA.
Matemaniaco: Troy, espero estar enganado, mas esse palerma um dia abandonará a coligação e eventualmente vai querer entrar na TASCA.
Troy: É um cenário que já se repete há milénios na história da humanidade.
Matemaniaco: A maioria, com desfechos catastróficos! Lamento. Quem não responde a diplomacia e nem sequer a uma mensagem nossa não tem lugar na TASCA. Redige tu uma mensagem a avisá-lo que nunca será aceite na TASCA e envia-a. Duvido que o cretino se digne a responder-nos.
De facto, a resposta nunca chegou.
Passadas várias horas, o agente Captain_Price 007 bombardeou um dos planetas de DoiDoi.
Ao fim de alguns dias, DoiDoi abandona a coligação.

Passadas três semanas, a TASCA recebe uma mensagem do Imperador Bejekas.
"Eu quero o Imperador SempreASomar nesta aliança. Mas ele impôs uma condição: Só adere se o imperador DoiDoi entrar na TASCA".
Troi ao ver a mensagem liga para o Capitão Solo.
Troy: Tenho uma má notícia!
Capitão Solo: Que se passa amor?
Troy: O  Imperador SempreASomar só entra na TASCA se o "Imperador" DoiDoi entrar.
Capitão Solo:"Imperador"? Esse nojento é um pirata que nunca respondeu sequer a uma mensagem do nosso império. Queres que eu dê o recado ao imperador?
Troy: A política está a ficar cada vez mais suja... Sim faz-me esse favor.
Capitão Solo: Suja, principalmente de sangue.
Assim que o imperador Matemática recebeu a mensagem, demitiu-se do cargo de relações diplomáticas e enviou a seguinte mensagem para a TASCA: ele entra e eu saio.
Aparentemente a mensagem foi entendida. e durante duas semanas não se falou no assunto.

Mas ontem... chegou uma nova mensagem. Falavam em "segundas oportunidades"...
Troy e Matemaniaco olham para a mensagem incrédulos.
Desta vez o próprio Matemaniaco perde o seu precioso tempo e escreve directamente ao imperador SempreASomar:


Vivas.
Constou-me que só vens para a TASCA se o DoiDoi for aceite.
Para te ser 100% honesto eu tenho sérios problemas em aceitar quem enquanto esteve na Coligação fez um ataque não provocado, sem lucro a um dos nossos (parecendo mesmo algum tipo de provocação ou retaliação), e tendo tido hipotese de resolver as coisas diplomaticamente preferiu ir chorar para a aliança (logo a Coligação)...
Eu não quero esse tipo de comportamento na TASCA, e é por isso que eu sou um dos que se opõe à entrada dele. (Não sou o único)
Agora tu, como sabes, és muito bem vindo.
Consegues garantir-me que ele na TASCA comporta-se, não vai andar por aí a provocar outros (tirando aqueles que já são os nossos alvos habituais...), e passa a ao menos ter a decência de responder a mensagens privadas, seja lá de quem for?
Eu não tenho nada contra dar 2ªs hipóteses às pessoas, aliás até acho que toda a gente tem o direito a errar, mas tenho muitas reservas quanto a este tipo de "Imperadores".

SempreASomar respondeu que não queria "ser do contra".

Face à votação que está neste momento prestes a aprovar a entrada de DoiDoi, Matemaniaco pediu a Troy que cortasse unilateralmente as comunicações com a TASCA, enquanto considera a saída da TASCA do universo 25.

Numa sala reunidos, estão Capitão Lagrange, Capitão Solo, NIA e Troy.
Lagrange: vamos mesmo abandonar a TASCA?
Troy: Pelo que eu conheço do Imperador, é uma forte hipótese.
Solo: Eu estou com ele a 100%, decida ele o que decidir.
NIA: Política não é lógica. Segundas hipóteses devem ser merecidas e não impostas por capricho de um amigo, por mais poderoso que seja.
Troy: Lamento mesmo.
Lagrange: Acabei de apresentar a minha demissão da frota da TASCA. Fui imediatamente aceite como Comandante na frota do Imperador.
NIA: Não te estás a precipitar David?
Lagrange: Antes de ser TASCA, sou fiel ao meu imperador. prefiro estar com ele do que estar numa organização com pessoas em quem não confio. Aqui, a minha patente é mais alta.
Solo: Vou dispensar todo o pessoal TASCA das minhas forças.


Nota do autor:
Como protesto pelos acontecimentos recentes abandono a publicação de histórias neste blog.
Podem continuar a ler as minhas histórias no Blog "As histórias do Mat" 

Até um dia.

Matemaníaco

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As aventuras de Capitão Lagrange
Capítulo 3 : Os outros
( parte 13 )


por Matemaníaco
(Continua daqui) . Pode ver um resumo da história até agora aqui.

– Lagrange, não está preocupado com Hara e o resto dos tripulantes da Esperança?
–Hara está viva. Ela estava viva no ponto temporal de onde a minha exploração partiu, e você sabe o que está a fazer...
– Eu não posso estar aqui a perder tempo consigo. Quero que você e Gonzalez se metam no vosso cargueiro, que passou na nossa inspecção, e vão lá acima juntar-se à missão de procura de sobreviventes. O responsável pela missão é o capitão Dimitroc Jovian. Siga as suas instrucções.
Entretanto vou ver o que se passa com a sua boneca.
Lagrange saiu em direcção à tenda.
Chegando lá, sugeriu a Natália que tratasse do transporte da sábia para um sítio seguro, e fora do alcance de PéNaCov, ainda explicou a Glorie que todos os computadores, robots e instrumentos da sábia deviam sair dali, para segurança de todos.
Glorie não fez perguntas e disse que tratava de tudo.
Lagrange, antes de sair, despediu-se e beijou a face de Natália.
Depois, junto com Gonzalez, correu para o seu caça.
Já no cockpit do caça, Gonzalez não conseguiu deixar de observar:
– Você anda metido com a enfermeira e com a boneca? Tem mais alguma?
– Eu cheguei cá há apenas uma semana.
O caça começou a voar em direcção ao espaço.
– Mas a ter de ficar com alguma, eu quero a NIA.– Continuou Lagrange
– A boneca? É doido! A enfermeira é um mulherão.
– Conselho de um tipo que antes dos 20 anos já tinha namorado com cinquenta mulheres de todas as idades: Não deixe o aspeto físico ou a espécie decidir quem vai ser a sua companheira.
– Cinquenta? Vá mangar outro!
– Como queira.
– Sim, sim, cinquenta...
Lagrange manteve o silencio enquanto o caça se aproximava do campo de destroços.
Receberam uma trajectória de busca, e começaram a sua missão.
Passadas doze horas, ainda sem encontrar sobreviventes ou quaisquer destroços de salva-vidas, receberam uma comunicação do capitão Jovian
“Tudo me faz crer que os atacantes capturaram os sobreviventes. Por falta de combustível, vamos cancelar a missão de busca.”
–Gonzalez, nós ainda aguentamos mais duas horas não é?
–Sim, temos combustível para mais duas... Capitão olhe para aquilo.
Lagrange olha pela janela e vê uma frota com vários interceptores.
Os sensores não mostravam nada naquele lugar, mas os seus olhos não o enganavam.
Lagrange aperta rapidamente o botão do comunicador.
– Capitão Jovian, daqui capitão Lagrange, tenho uma enorme frota de interceptores à minha frente, mas os nossos sensores não estão a detectar nada.
Passados alguns segundos Jovian responde:
– Já vos viram?
– Não sei, mas não estão a tomar nenhuma acção contra nós.
– Vou aproximar-me de vocês. Sugiro que desliguem as luzes e os motores.
A comunicação foi desligada.
– É impossível ainda não nos terem visto. O capitão Jovian aproximar-se parece-me má ideia – disse Gonzalez.
– A nave do Capitão Jovian tem um sistema de camuflagem. Para ser honesto, a única coisa que me está a incomodar é a possibilidade de estarem a monitorizar as nossas comunicações.
– Como não estamos a detectar nada, isto não pode ser algum tipo de engodo, ilusão?
– Como a Esperança foi destruida, não vamos assumir nada.
– Quem diabos são estes gajos?
– São outros sobreviventes... Se já nos detectaram, decidiram não comunicar.
Cerca de três minutos depois, Jovian envia uma mensagem via nanites a Lagrange.
“Chegámos ao vosso lado. Novidades?”
“Nenhumas. A vantagem está do vosso lado. A camuflagem do Aristóteles torna-o na nave ideal para se aproximar.”
“Querem vir connosco? Temos um teletransportadores”
“Vou perguntar aqui ao meu copiloto.”
“Dois dos nossos robots ofereceram-se para vos substituir nesse caça.”
– Gonzalez, a Arquimedes está camuflada aqui ao nosso lado. O capitão está a oferecer-nos um lugar lá, enquanto vão investigar esta armada de interceptores.
– Como é que vamos para lá sem dar nas vistas? E vamos abandonar este caça?
– Teletransportador. Dois robots deles ficam aqui no nosso lugar.
– Teletransportador? Pode ir capitão. Eu fico aqui!
“Capitão Jovian, eu vou. O meu copiloto fica.”
“Está bem. Aguarde alguns segundos.”
– Até breve Gonzalez.
O capitão desaparece à frente dos olhos de Gonzalez, e em seu lugar aparece um robot.
Na Arquimedes, Lagrange é rematerializado em frente ao capitão Jovian
– Bem vindo a bordo.
– Onde é que arranjou um teletransportador?
– Foi encontrado no meio dos destroços quando cá chegámos. Ainda não temos forma de duplicar esta tecnologia para implementar nas outras naves, por isso, não a publicitamos.
– Tem combustível para isto?
– Espero que o que temos seja suficiente.
Jovian deu sinal aos seus homens e a nave avançou em direcção à frota.

(continua)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Histórias dos Impérios da TASCA
Volume 1
IV - O homem da TIA
Parte II

(continuação)
Por  Matemaníaco


Apagaio e PéNaCov dirigiram-se ao centro de tecnologia da TIA (CTTIA) para receberem equipamento para a missão.
Lá, estava o Doutor K, que lhes apresentou vários gadjets.
Serguei PéNaCov:Se a TIA é isto não sei se vou durar muito aqui.
Doutor K: Sim? Não gostas da tua missão?
Apagaio: Ele acha que vamos atrasar um imperador para não estar presente no momento da chegada da frota, para a ForçaTASCA crashar essa frota.
Doutor K: A TASCA tem princípios e joga limpo. Se não te deram mais detalhes, não cometas o erro de assumir coisas. Faz o que te mandam, e no fim mostram-te o cenário todo. Há sempre várias missões a decorrer em simultâneo, e raramente os agentes têm conhecimento das missões uns dos outros para evitar que comprometam a missão.
Serguei PéNaCov: Porque é que dizes isso? Tanto a TASCA como a TIA são organizações novas. 
Doutor K: Segredo profissional.

Cerca de quatro horas depois chegaram a um planeta do imperador McLopes para começar a missão.
Não tendo forma de chegar ao império "inimigo" a tempo, recorreram a duas sondas de espionagem, modelo especial do CTTIA. Cada sonda tinha espaço para um passageiro.
McLopes ordenou que as sondas fossem em modo "atacar" contra o planeta.
Em poucos segundos as sondas aproximaram-se do planeta inimigo e foram destruídas.
Entre os campos de destroços, em fatos equipados com jetpacks,  oxigénio a sair das microbotijas e um campo de forças a cobrir-lhes a cabeça, estavam os dois agentes da TIA.
Serguei PéNaCov:Isto vai ficar na minha memória.
Apagaio:Sobrevivemos a disparos de plasmas! Estes cientistas da TIA são mesmo bons.
Serguei PéNaCov: Incrível o que se consegue, combinando as ciências de vários impérios.
Ambos ligaram os jet-packs e voaram em direcção a um ponto cego no sistema de defesa, que constava da base de dados da TIA.
A partir desse momento perderam todas as comunicações com a TASCA.
Mergulharam no oceano e foram a alta velocidade até à costa, até perto do palácio imperial.
Á velocidade que os seus propulsores os empurraram, nenhum tipo de radar os detectou.
Com o fato holográfico e as nanites no corpo de cada um, com um simples pensamento, podiam mudar de roupas.
Vestiram-se como civis e deixaram os packs e os seus fatos propulsores escondidos, numa pequena gruta lá perto. Chegados à cidade, entraram num cibercafé.
Apagaio sentou-se frente a um computador, e em pouco menos de meia hora conseguiu registar PéNaCov como guarda imperial, promovido e destacado do outro lado do planeta.
Em mais uma hora, PéNaCov fez o download da maior parte das informações que conseguiu sobre o seu suposto local de origem para as suas nanites.
Faltavam 5 horas e 13 minutos para a chegada das frotas.
PéNaCov saiu do cibercafé, com a falsa identidade de José Silva, e no primeiro beco que encontrou, usou o holofato e vestiu-se de guarda imperial.
Dirigiu-se à estação de hipercomboios.
Chegado o hipercomboio, entrou e deslocou-se em direcção ao palácio..
No palácio, entrou e foi levado à presença de um segurança do imperador, que protestou por não ter sido atempadamente informado. Confirmou via nanites que tudo estava correcto.
PéNaCov aproximou-se do imperador.
O imperador estendeu-lhe a mão para lhe dar as boas vindas.
Serguei, estendeu a mão e cumprimentou o imperador.
Foi o suficiente para PéNaCov conseguir transferir um virus informático, via nanites às nanites do imperador, junto com as suas (falsas) credenciais.
Chegada à hora marcada, o imperador seguiu para o hangar.
Serguei acompanhou-o. Precisava de certificar-se que a sua missão era cumprida.
 Nisto, notou que em direcção contrária, vinha uma cara conhecida. A agente que tinha passado completamente nua por ele e por Apagaio na base da TIA.
Recebeu então via nanites:
"Ele vai em direcção ao Hangar. Não era suposto ele atrasar-se?"
"Mudança de planos. Ele não vai atrasar-se, mas a frota vai... A roupa fica-te bem!"
"Estás a dizer que comigo nua tu conseguiste fixar a minha cara? Parabéns... ou és um excelente agente, ou é gay... ou ambos".

"Que fazes tu aqui??"
"Eu também tenho a minha própria missão. Boa sorte. Desligo. "

A frota chegou ao mesmo tempo que o imperador ao hangar.
O imperador tenta ligar a sua inteface de comunicações com a frota e não funciona.
O imperador repete.. e não consegue.
Virou-se para PéNaCov:
-O Interface deve estar avariado. Felizmente não há nem frotas nem espiões inimigos a chegar.
Pediu outra, que chegou em segundos, e continuava a não funcionar.
-Estão a brincar comigo? Que se passa com as interfaces? Chamem-me um técnico.
De repente chegam dois técnicos e começam a analisar a interface.
PéNaCov recebe a mensagem da agente de quem não sabia o nome.
"Eles precisam de manter a frota parada mais dois minutos"
"Por agora está tudo a correr bem. Mas devem estar ..."

A mensagem foi interrompida.
Chegou um exército de 50 soldados
Soldado: Acabámos de receber uma mensagem, senhor. Foi encontrado um cidadão a alguns quilómetros daqui a monitorizar as câmaras de segurança imperial. Os homens que o apanharam dizem que de acordo com as câmaras, ele esteve a aceder às bases de dados da segurança imperial, e estava acompanhado de outro homem.
Imperador: Já os identificaram?
O soldados apontou para PéNaCov.
Soldado:  Não. mas o segundo homem é o Capitão José Silva.PéNaCov mandou a mensagem via nanites:
"Merda! Eu e o meu parceiro fomos apanhados, mas isso deve servir para atrasar as coisas mais algum tempo."
PéNaCov foi atingido com um dardo tranquilizante.. e caiu no chão.
PéNaCov foi levado para uma prisão imperial onde foi torturado durante meses, mas nunca deixou cair o seu disfarce. durante todo esse tempo não soube nada de Apagaio.
Até ao dia em que recebeu uma mensagem via nanites.
"A TASCA não se esqueceu de ti."
"Esta voz é-me familiar. Quem és?"
"Levanta a cabeça."

Serguei olhou, e à sua frente estava um esquadrão, não de soldados normais, mas com vários imperadores da TASCA, liderados por Bejekas: mayNard, Captain_Price, Diianik, Matemaniaco e Alentejano.
Serguei PéNaCov: Eu não acredito!
Bejekas: A TIA não esquece os seus homens, e tu resististe todo este tempo, sem nunca sequer mencionar a TASCA.
Matemaniaco:Rapaz, tu és um herói. A missão foi um sucesso.
mayNard: Até decidi libertar uma das minhas fieis só para ti. Só que ouvi dizer que andando ela nua à tua frente, o que tu fixaste foi a cara...
Diianik disparou um raio estranho contra Serguei.
Bejekas passou um scanner portátil por Serguei... procuravam algum tipo de localizador
Bejekas:  Estás limpo!
Captain_Price: temos todo o tempo do mundo. Destruíram todos os satélites, e o Imperador XYZ não está por cá.
Diianik contactou Cobrador
Diianik: Já temos o nosso homem precisamos de um buraco novo para sair daqui. 
Cobrador: Que se passou?
Bejekas: O Mates ofereceu uma mega-granada a um pelotão de 10 000 robots armados que sairam de uma fábrica e vieram atrás de nós. Rebentou com eles todos.. e com a entrada.
Cobrador:Está bem, vou mandar um míssil que deve abrir-vos uma entrada. Liguem o campo de forças portátil.
Alentejano e mayNard encaixam as suas mochilas uma na outra. Cada um deles pressiona um botão e gera-se um campo de forças que envolve os imperadores e Serguei.
Cobrador, a bordo da sua nave de batalha não identificada em frente ao palácio Imperial de XYZ e ordena aos seus homens que disparem todas as armas, cavando assim um túnel até ao sítio onde estavam.
Matemaniaco e Captain_Price pegam em Serguei e levam-no aos ombros até à saída.
Nisto aparece Aivota a pilotar um cargueiro pequeno, e abre as portas.
 Toda a gente entra.
Junto com Aivota, estavam Durga e Kattia.
Durga: Apagaio caiu em coma sob tortura. Conseguimos recuperá-lo. O diagnóstico é reservado.
Aivota: Ele salvou-me a vida uma vez.
Kattia, sentada como co-piloto de Aivota pressionou os botões. A porta fechou, e voaram em direcção à frota de Cobrador.
Serguei PéNaCov: Mas se não queriam crashar. a frota de XYZ, o que foi que fizeram?
Kattia: Eu acho que ele merece saber.
Matemaniaco: És um homem da TIA. Se não te dissermos um dia vais descobrir.
Bejekas: O que se passa é que já foram detectadas várias anomalias espaciais que nos fizeram perder frotas em explorações espaciais. O fenómeno não é novo, já acontece há muito tempo.
Matemaniaco: Os cientistas da TASCA, descobriram como criar essas anomalias. Mas nenhum de nos quis sacrificar frota com bons homens para testar...
Captain_Price: Então, decidimos testar nas frotas de um império inimigo.
mayNard: Enquanto tu atrasavas o lançamento a minha agente Lizete, com nome de código B0azuD4, actualizava os sistemas de hiperespaço de toda a frota de XYZ para que criassem essas anomalias.
Matemaniaco: A frota dele não regressou das explorações espaciais.
Serguei: Mas qual é o interesse nisso?
Alentejano: Percebendo como funcionam as anomalias, podemos conseguir fazer regressar as frotas perdidas.
Durga: Aquilo que acabaste de ouvir é secreto e não deve ser repetido a ninguém...
Bejekas: Em caso de traição somos nós próprios que tratamos do assunto.
Serguei: Nunca pensei ser salvo por uma pelotão de imperadores.
Aivota, ainda triste pelo acontecido a Apagaio diz:
Isto é o que deves esperar, homem da TIA.
Matemaniaco: "Homem da TIA"... gostei. Vai ser o título do relatório desta missão.
Assim que voltaram à sede da TASCA, Serguei recebeu cuidados médicos. Apagaio foi hospitalizado.
E os imperadores tasqueiros foram comemorar o desfecho de mais uma missão bem sucedida.
Assim Serguei aprendeu a sua primeira valiosa lição na TIA:
Na TASCA, cada homem é valioso, e nenhum imperador sacrifica vidas sem necessidade.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

As aventuras de Capitão Lagrange
Capítulo 3 : Os outros
( parte 12 )


por Matemaníaco
(Continua daqui) . Pode ver um resumo da história até agora aqui.

Gonzalez saiu.
– Peço desculpa por não te ter contactado mais cedo. Passei uns dias a habituar-me à IA das minhas nanites. Depois estive fora do planeta, na Esperança e depois ainda estive um dia incomunicável.
– Não precisa de se desculpar. Eu compreendo.
– Não é nada disso, eu estou a falar a sério!
– Eu conheço a sua fama, eu nasci num ponto no seu futuro.
– Por favor não me fale do meu futuro. Deixe-me chegar lá... E por favor, aceite tomar uma copo comigo. Esqueça tudo o que julga saber sobre mim.
– Dois centímetros que passaram a trinta é difícil esquecer!
– Não fujas ao assunto!
– Eu prometo pensar nisso.
Ao fim de alguns minutos, Glorie chega à divisão onde estão Natália e Lagrange.
– Injeção de nano-desligas.
– Nano-quê?
– Nano-desligas. São nanites destinadas a fazer o paciente, perder a consciência e a depois executar funções especificas, dissolvendo-se na corrente sanguínea assim que acabam. Isto era tecnologia típica da TIA até alguns anos antes do meu nascimento.
– Se se dissolvem como é que sabes o que eram?–Perguntou David.
As nanites da sábia também são nanites fora do vulgar. Têm forma de travar as nano-desligas após a perda de consciencia. Que eu saiba, também só os agentes da TIA têm tecnologia desta.
– Ou seja, esteve cá um agente da TIA e fez a sabia perder consciência. E a sábia também é TIA?! –concluiu Natália.
Ela vai recuperar a consciência dentro de algumas horas. Fizeste bem em chamar-me. Sei que a tenda médica daqui responde a PéNaCov, que foi … ou será director da TIA, conforme os nossos pontos de origem no espaço-tempo.
– Podes examinar-me agora? É o PéNaCov que precisa de uma confirmação de que eu estou apto ao serviço. Ali na tenda deram-me um “chumbo”.
Glorie estendeu a mão a Lagrange.
Lagrange apertou-a e as nanites de ambos começaram a trocar informações.
Passados vários minutos Glorie larga a mão de Lagrange.
–Que aconteceu a NIA?
–Foi-me removida. Por robots que presumo serem do futuro.
–Tirando a remoção de NIA não encontrei absolutamente nada anormal em ti. Aliás, até estás melhor do que da última vez que te examinei. O relatório está gravado nas tuas nanites. Qualquer scanner médico consegue o ler.
–Obrigado.
Virando-se para Natália, Lagrange pede:
–Podes ficar aqui com a sábia? Eu deixo o cabo Gonzalez lá fora para se precisares de alguma coisa.
–Sim, desde que a Dra Boavida justifique a minha permanência por cá.
–Não te preocupes Natália.
–Eu vou falar com o Serguei.
Lagrange sai da tenda.
– Gonzalez, preciso que fiques aqui a guardar esta tenda. Não deixes ninguém, especialmente se estiver a servir sob o PéNaCov aproximar-se.
– Hã?
– Até já.
– Mas senhor...!
Lagrange afastou-se a correr para a tenda militar.
Chegando lá. Lagrange viu Serguei rodeado de homens... e ouviu:
– ...vamos precisar urgentemente de defesas planetárias! Esses piratas não sabem com quem é que se meteram! A destruição da Esperança não sairá impune!
Serguei viu Lagrange.
– David preciso de falar contigo em particular.
– A Esperança foi destruída?
– Um dos nossos cargueiros foi às últimas coordenadas conhecidas da Esperança, e encontrou só destroços. Alguns visivelmente do casco da Esperança. A caixa negra mostrou que tiveram os sistemas atacados com protanerabacter.
E sem controlo nenhum dos sistemas foram atingidos por misseis. Acabámos de mandar uma pequena frota em missão de procura e recolha de cápsulas salva-vidas.
– Misseis? Dos robots?
– Não, de uma nave de piratas! Para além dos robots... há outros sobreviventes.
Serguei mandou os homens dispersar e reuniu-se com Lagrange.
Apertou-lhe a mão e viu o relatório médico de Glorie.
– Óptimo! Penso que vamos ter de aceitar a ajuda dos seus robots.
– A sábia foi atacada por um agente da TIA.
Serguei vira-se para Lagrange e olha-o espantado.
– É uma acusação grave...
– Não te ponhas com rodeios comigo.
– A sábia tem consigo uma cópia de um blog com mais de dez mil anos. Um blog da Terra original que conta a nossa história e de tudo o que se está a passar por aqui. Como não é um blog vindo do futuro, não está na lista de bases de dados proibidas, e que estavam na Esperança antes da sua destruição.
– Como sabes disso?
– Eu sou um homem da TIA. Estou sempre bem informado...
– Não era mais simples pedir uma cópia?
– A sábia não quis colaborar...
– Estou a ver...
– Ela continua com a sua base de dados. O meu agente fez uma cópia indetectável.
– A posse desse tipo de coisas não é proíbido?
– Eu repito: As bases de dados “do futuro” da rainha Hara são proibidas. Esta, veio do nosso passado, de há cerca de cem séculos, portanto é permitida.
– Do passado? Como é que isso é possível?
– Tanto quanto sei, até este diálogo entre nós dois pode estar lá escrito num idioma da época. Ainda não sabemos como é que tal é possível.
– O blog não te dá informações sobre o ataque à Esperança?
– Tenho homens da minha confiança a lê-lo. Em breve saberemos.
– E a NIA?
– Está entregue aos meus técnicos. Ainda não me deram notícias.
– Eu quero-a de volta.

(continua)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Histórias dos Impérios da TASCA - Volume 1
IV - O homem da TIA
- parte I

por Matemaniaco

Como o leitor já deve ter percebido os impérios do universo 25 não têm nome oficial.
Os impérios são designados pelos nomes oficiais dos seus imperadores. Por vezes estes impérios juntam-se em alianças, como a TASCA, com objectivos de entreajuda e convívio entre os vários imperadores.
No caso da TASCA, cedo se percebeu a necessidade de um serviço de informações que obtivesse e gerisse informações relativas a impérios externos, e ainda agisse secretamente, em nome da TASCA, no exterior.
Desta necessidade nasceu a TIA – TASCA Inteligence Agency, os serviço secretos da TASCA.
Todos os imperadores da TASCA podem ser agentes da TIA, desde que a missão assim o exija.
No entanto, são os outros agentes, aqueles de quem ninguém fala, os responsáveis pelos maiores sucessos da TIA.
E convenhamos, que as melhores missões, são aquelas que passam despercebidas.
Desta vez vou contar-vos a história de um agente que se tornou o modelo de toda a agência, e que é conhecido por todos como “O homem da TIA”.
Após a fundação da TASCA, coube ao imperador Matemaníaco a organização da TIA, e pediu a todos os impérios que mandassem bons agentes para a lua [censurado pela TIA], de coordenadas [censurado pela TIA].
Todos os impérios mandaram excelentes agentes.
Do imperador Bejekas, entre muitos outros, veio o agente PéNaCov.
Da primeira vez que apareceu, foi logo reportado: Estava tão alcoolizado que a única coisa que saíu da sua boca foi um
“Viva à TASCA”
Quando foi levado à presença do Imperador Matemaníaco, saiu um jorro de vómito que pintou o peito do Imperador.
– És uma desgraça! Se fosses homem do meu império, mandava-te decapitar, após uma longa e matemática tortura!
Ao que PéNaCov responde:
– Como quiser, mas mande vir mais uma rodada, para mim, para si e aqui para os seus homens.
Matemaníaco mandou os seus homens meter o agente uma jaula, e contactou de imediato o imperador Bejekas.
– Ó Bejekas, mandaste-me um bêbado para a TIA?
– Ó Mates! Queres uma TASCA sem bêbados? Acredita em mim, o gajo é muito bom!
– Quer dizer que já sabes de quem falo! O gajo não tem nanites para controlar as bebedeiras?
– Ter, até deve ter, mas pelo que ele consegue beber, disseram-me que nem as nanites dão conta do recado.
– Ok, eu já trato do assunto.
– Se achares que o gajo não serve, manda-mo de volta vivo...
– O mayNard mandou-me várias boazonas que se recusam a usar roupas e que eu preferia ter no meu harém e não na TIA
– Hihi, sim, sabes que no império dele neste momento é proibido o uso de roupas.
– Eu nem te vou dizer onde é que elas guardam as armas...
Matemaníaco, em funções de director da TIA, ligou para os centros de pesquisas nas capitais dos impérios de toda a TASCA e pediu a tecnologia mais recente e eficaz em nanites contra o alcool.
As nanites vieram muito rapidamente do imperador Alentejano.
PéNaCov levou uma injecção com essas nanites e em cerca de trinta e quatro segundos voltou ao estado sóbrio. Foi levado à presença do director.
– Quero lhe pedir desculpa pelo meu comportamento senhor.
– Isto foi acontecimento único. Não voltas a aparecer alcoolizado à minha frente enquanto estiveres em funções.
– Sim senhor.
– Só estás aqui vivo porque o Imperador Bejekas disse-me que eras um bom agente.
– Peço perdão pela pergunta. Sendo o senhor imperador de tão grande império, como é que tem tempo para estar aqui a dirigir os serviços secretos?
– Delegando funções em pessoas da minha confiança.
– Ah! Estou a ver... Deixou a sua ex-concubina Troy no seu lugar a gerir o império.
– Isso é algum tipo de provocação?
– Não, senhor. Estou a lembrar-lhe que também é homem...
Matemaníaco olha para a lista de agentes enviadas pelo imperador mayNard e diz:
– Não preciso que me lembres disso. Fazemos assim: vou dar-te uma missão. Se fores bem sucedido, aceito-te como agente. Se não, voltas ao serviço do imperador Bejekas.
– Sim senhor.
– Assim por acaso, fazes ideia de como se convencem 203 agentes com corpos de top model a passar a usar roupas em serviço?
– Não senhor, mas não me importaria nada de conviver com elas.
– Estás dispensado. Receberás a tua missão via nanites.
PéNaCov saiu em direcção ao seu quarto, quando foi abordado pelo agente Apagaio.
– Agente Serguei PéNaCov?
– Sim, sou eu mesmo.
– Sou o agente Apagaio, enviado da imperatriz Aivota. Serei o teu colega nesta missão.
– Eu ainda não recebi qualquer missão. E aqui, não preciso de saber de onde vens. Somos todos agentes da TIA.
De repente, Serguei recebe uma mensagem, via nanocomunicações:
Comunicação da TIA: Ouça com atenção, pois a mensagem só será emitida uma vez!
Serguei faz sinal a Apagaio:
– Xiu! Nanocomunicação!
E continua a ouvir:
“Agente PéNaCov, esta é a sua missão: Infiltrar-se no palácio do imperador XYZ (nome modificado pela TIA) e evitará que ele receba a frota que está a chega à lua X2+Y2=1 (nome modificado pela TIA) dentro de rigorosamente 12horas, 29 minutos 14 segundos. Pode contar com o apoio do agente Apagaio. Se algum dos agentes for apanhado, tanto a TASCA como a TIA negarão conhecimento de qualquer das vossas acções. Fim de comunicação”
Olhando para Apagaio:
– Querem crashar a frota do XYZ e nós é que temos de fazer o trabalho sujo, que nunca será reconhecido ou admitido por ninguém...
– É uma missão de rotina?
– Não, nunca tive de infiltrar um império. Regra geral esperam que os imperadores se distraiam sozinhos. O XYZ deve estar na lista negra da TASCA.
Nisto passa uma agente “top-model” completamente nua à frente de Apagaio, que fica arregalado a olhar.
– Se o imperador for como tu, a missão está no papo...
– Sim? Desculpa, que dizias? ...Viste onde é que ela tinha a arma?

(Continua... é só mais uma parte)

Nota da TIA:
Pede-se ao autor que tenha cuidado e não revele informações confidenciais sob a pena de uma próxima história não ser autorizada  

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As aventuras de Capitão Lagrange - Capítulo 3 : Os outros ( parte 11 )


por Matemaníaco
(Continua daqui)

NIA deixa-os analisar o que quiserem, mas não os deixes abusar de ti.”
“Obrigado pela tua preocupação. Eu sei cuidar de mim.”

Lagrange e Gonzalez foram para levados para uma tenda médica.
NIA, foi levada a um grupo de peritos em tecnologias.
Serguei entra numa tenda e senta-se à frente de um comunicador, pressiona algumas teclas e diz:
– Missão cancelada, Laura! Temos novas informações.
A passagem de Gonzalez pelo gabinete médico foi relativamente rápida.
A de Lagrange foi muito mais demorada.
O corpo de Lagrange já tinha passado por muito, e ter nanites mais evoluídas e sofisticadas do que as usadas no centro não ajudou em nada. Lagrange foi proibido de se aproximar das naves da frota e de qualquer soldado sob a pena de ser abatido.
Quando perguntou por NIA, responderam-lhe que o assunto não lhe dizia respeito.
Lagrange saiu da tenda médica.
Á sua espera estava Gonzalez.
– Estou proibido de me aproximar de si cabo.
– Mas eu não estou proibido de me aproximar de si.
– Não brinque. É em mim que vão dar um tiro.
– Encontraram alguma coisa de anormal em si?
– Eles não conseguem perceber as nanites que tenho no meu corpo, por via das dúvidas, proibiram-me o acesso a instalações não civís.
– Tem essas nanites há muito tempo?
– O que é que isso interessa?
– Se puder comparar o estado das nanites agora com os do registo de uma manutenção anterior...
– Sim, eu já pensei em contactar uma pessoa... mas porque é que está aqui meu rapaz?
– O Sr PéNaCov suspeitou que a sua avaliação fosse essa, e mandou-me acompanhá-lo onde quer que fosse para fazer um check-up às suas nanites.
– Não teme que eu vos aldrabe?
– Palavras dele: “O homem é um patriota, não vai querer por nenhum de nós em perigo.”
– Sim, eu sou um patriota, mas por cá não há nada a que eu chame pátria...
– E então? Para onde vamos?
– Espere. Preciso de fazer umas nanocomunicações primeiro.
Lagrange fechou os olhos.
“NIA. Estejas onde estiveres... consegues contactar-me?”
Esperou dez segundos, Voltou a abrir os olhos e olhou para Gonzalez.
– Viu a NIA?
– A sua boneca? Não senhor, não a vi, nem sei nada dela.
– Independentemente do que ela é, trate-a como uma pessoa. Ela não é “a minha boneca”. É minha amiga.
– Sim senhor.

Lagrange olhou para o poeirento chão, e tentou contactar outra pessoa.
“Chamar Glorie Lagrange Boavida”
Lagrange aguardou dois segundos.
“Sim? Que se passa?”
“Preciso que me faças um check-up a mim e às minhas nanites”
“Porque é que a NIA não te faz isso? Voltaste a meter-te com ela?”
“Não. Não me peças detalhes, extraíram a NIA das nanites.”
“O quê? Como te fizeram isso?”
“Eu tenho aqui um soldado à minha espera, não posso dar-te detalhes.”
“Vai ter com a sábia. Eu passo por lá mais tarde.”
“Como vai a enfermeira Natália?”
“Se bem me lembro, ela deu-te o seu nanocontacto e nunca lhe ligaste... Mas estou a gostar de ver! Sem NIA nas nanites, o menino já pensa noutras mulheres.”
“Não é nada disso! Manda-lhe cumprimentos meus e diz-lhe que peço desculpa...
“Diz-lhe tu isso! Até logo.“

Glorie desligou.
Lagrange levantou a cabeça e olhou para Gonzalez.
– Pelo seu ar, esteve a falar com uma mulher.
– Família...
– Tem família aqui? Quem?
– Por favor, não comente ninguém... e não é da sua conta.
– A sua esposa?

Lagrange olha para Gonzalez com os olhos semi-cerrados
– Peço desculpa, não é da minha conta.
Para onde vamos então?
– Para a tenda da sábia.
– Eu não sei onde é...
– Não faz mal. Eu sei! Siga-me, mas mantenha uma certa distancia.

Quando chegaram, a sábia estava deitada, inconsciente no chão.
Lagrange chamou Spectrum, que não respondeu, e via nanocomunicação, chamou Natália.
“Olá senhor Lagrange! Que bom ter notícias suas!”
“Olá, peço desculpa por não ter ligado antes,...Eu preciso de falar contigo. Mas neste momento estamos com um problema urgente. Estou na tenda da sábia. Encontrámos a sábia inconsciente no chão!”
“Há uma tenda médica aí na cratera, eu vou ligar-lhes.”
“Acabei de ter um episódio com eles... Por favor vem tu, e traz a Glorie.”
“Senhor Lagrange, isso não pode ser assim! Eu e a Dra Boavida temos pacientes aqui.”
“Diz a Glorie! Ela que decida!”

Em pouco menos de 15 minutos Glorie e Natália chegaram à tenda.
Glorie esteve a ver a sábia. Apertou-lhe a mão, e pediu a Gonzalez e a Lagrange ajuda para a deitarem numa cama.
Assim que deitaram a sábia, Glorie pediu a todos que saíssem do quarto da sabia.
Ainda dentro da tenda mas noutra divisão, Gonzalez olhava para Natália.
– Gonzalez, dás-nos licença? Podes ir lá fora um bocadinho?
– Lá para fora?
– Sim, o tecido é à prova de som...


(Continua)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Resoluções...

Como As aventuras de Capitão Lagrange só têm 4 votos ali na sondagem que ainda está a decorrer, passará a ter apenas um ou dois episódios ("longos") por semana, e terá um separador com resumo mensal aqui no blog.

As Histórias dos Impérios da TASCA-Volume 1, terão direito a publicações sempre que houver histórias. E, como viram, tratarão muitas vezes de assuntos e personagens que passam, já passaram ou vão passar n"as aventuras de Capitão Lagrange".
Já agora, posso adiantar que a próxima história chamar-se-à "O homem da TIA".



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Histórias dos Impérios da TASCA - Volume 1
III - A história de Óxinol
- parte II

por Matemaniaco

Alcão passou o projecto de Óxinol passou para as mãos de outros cientistas do centro, até que finalmente, ao fim de 21 horas alguém descobriu a causa da explosão da planta na holosala: nanovariações no fluxo de deutério. Não havia forma de corrigir isto com a tecnologia actual.
Aivota, por sua vez proibiu definitivamente a construcção de uma planta de fusão baseada nesta nova tecnologia, e exigiu que toda e qualquer nova forma de energia utilizada seja limpa e segura.
Óxinol confirmou a descoberta, e arquivou o esquema e toda a teoria da sua planta de fusão.
Alcão sugeriu-lhe vários outros projectos. Mas Óxinol rejeitou todos eles.
Estava desmotivado e não estava minimamente interessado em voltar a trabalhar no mundo científico.

-Vá lá Óxinol! Acontece!
-Eu demito-me. Vou dedicar-me à política. Quero fazer cair a imperatriz.
-Se não fosse ela a sugerir uma simulação estávamos a braços com um desastre ambiental e tu serias odiado por milhões.
-Não tem nada a ver com isso.
-Se isso vem a público a tua carreira política acaba.
-É algum tipo de chantagem?
-Não. Estou apenas a recordar-te que existe uma cópia dos nossos relatórios em todos os centros de pesquisas do nosso império, graças à nossa rede intergaláctica. Tira umas férias, e não penses em disparates.
Óxinol saiu e regressou à ilha de Sucellus.
Nos primeiros meses percebeu que a grande maioria das pessoas da ilha estava contente com o Império, e que se pudessem, as pessoas até votariam em massa em Tuga e na Imperatriz Aivota.
Mas lá conseguiu o seu grupo de descontentes.
Destes vamos destacar: Alinha, Omba, Erú e Apagaio, que foram nomeados vice-presidentes do grupo. Eles reuniam-se regularmente numa pequena localidade da ilha.
Óxinol: Se quisermos ver o império cair ainda nas vossas vidas vamos ter de mudar alguma coisa
Alinha:O segredo é dar cabo da imagem da imperatriz
Óxinol: Não tenham medo de recorrer a truques sujos. Aqui, os fins justificam os meios.
Erú: Os nossos truques sujos não podem ser públicos.
Apagaio: Alguma ideia?
Óxinol: Eu pensei numa coisa. Suponhamos que a imperatriz morre. Ela não tem herdeiros...
Omba: Espera, estás a propor um assassinato?
Óxinol: Um assassinato que ninguém suspeite que é assassinato, e que caso algo corra mal não dê para ser ligado a nós. Quero que pensem nisso.

Passados sete dias, Alinha apareceu com um plano.
AlinhaTodos os domingos, Aivota sai com os seus cem lobos...
Óxinol: Sim, vai ao templo do deus Sucellus.
Alinha: Um dos meus robots descobriu uma falha no sistema operativo que controla os satelites solares
Óxinol: Não brinques... eu fui o responsável pela criação e manutenção desse sistema durante dois anos e meio.
Alinha: Ainda bem que cometeste erros... A ideia é desviarmos os raios solares de um satélite e concentrarmos directamente em cima da imperatriz.
Omba: Ideia parva... Isso é detectável e a imperatriz será avisada a tempo.
AlinhaNão é... já foi feito antes. Lembras-te da história do turista que morreu de combustão instantânea?
Omba: Não?
Erú: há ano e meio, um turista ardeu completamente em segundos, à frente do grupo de turistas e da guia... no Polo Norte. Nunca encontraram uma explicação.Sobraram apenas cinzas...
AlinhaEra o meu ex. Posso fazer o mesmo à imperatriz. Assim que o trabalho estiver pronto, ponho o sistema a restaurar de um backup, e qualquer log da minha entrada deixa de existir.
Óxinol:  Brilhante. Agora só temos de maquinar a nossa entrada em cena para instaurar uma democracia...

Passaram várias horas a planear os detalhes, e o cenário repetiu-se nos dias seguintes.

Chegou-se ao Domingo do assassinato.
Apagaio estava a 100 metros do templo, e não podia se aproximar mais. Relatava o que via por telemóvel.
Alinha encontrava-se num cibercafé, disfarçada , com uma identidade falsa e a entrar no sistema informático imperial.
Oxinól estava no centro de pesquisas de Ria. Erú e Omba preparavam-se para marchar pela capital com dois exércitos de 10 000 robots cada, assim que tivessem confirmação da morte da imperatriz.

Aivota estava a menos de 20 metros do templo quando incendiou-se instantaneamente... e em segundos se viu reduzida a cinzas.
Apagaio confirmou a notícia a Óxinol, Omba e Erú. Alinha como combinado, activou o restauro de um backup, desligou-se da rede e levantou-se com um sorriso nos lábios.
Mas ao levantar-se tinha dois guardas imperiais por detrás.
-Alinha, está presa por crimes contra o império e por tentativa de assassinato da imperatriz Aivota.
Alinha não percebeu o que se passou mas manteve-se calada.

Omba preparava-se para sair do armanzém com os robots, quando todos lhe apontam as armas, o mesmo acontecendo com Erú.

Óxinol foi algemado por outro guarda que entrou no centro de pesquisas, à procura dele...
Alcão viu Óxinol a sair algemado e abanou negativamente a cabeça...

Apagaio, via os lobos a uivar, e diz:
"Computador, terminar a simulação"
A simulação é terminada, e Apagaio,  sai da holosala. Lá fora, estava a Imperatriz com um dos seus guardiões..
- Excelente trabalho agente Apagaio. Salvou a minha vida.
- Fiz apenas aquilo para que fui treinado. Que acontecerá aos criminosos?
- Quero-os exilados deste império...exceptuando a rapariga que acedeu aos satélites. Essa, quero-a presa por 10 anos, numa prisão de segurança máxima de um dos impérios com que temos boas relações. 

Nisto o guarda-costas Alo pergunta à imperatriz:
-Vossa magnificência acha isso cauteloso? Em qualquer outro império, a pena para tentativa de assassinato do imperador é... morte!
-Sim, mas eu não preciso disso. Acredito numa coisa chamada Karma!


No templo, a estátua do grande deus Sucellus modificou-se sem qualquer explicação. O deus agora sorria...

Dias depois... as naves que levavam os criminosos para fora do império desapareceram todas em anomalias espaciais.

A história foi transmitida a todos os impérios com boas relações com o da imperatriz Aivota.
E até aos dias de hoje, as plantas de fusão modificada estão proíbidas em todos os impérios da TASCA.




Agradecimentos nesta história:
mayNard e Aivota





quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Histórias dos Impérios da TASCA - Volume 1
III - A história de Óxinol
- parte I

Por Matemaníaco

Deve-se à imperatriz Aivota o império menos urbanizado, mais pacífico e mais procurado como destino turístico. É excepcionalmente popular entre casais em lua de mel, e casais com crianças entre os 3 e os 12 anos.
Seja como for, há um decreto imperial com um limite superior para o número de turistas admissível, para proteger a natureza.

Nos impérios vizinhos, todas as crianças conhecem lendas e contos de fadas que se passam naqueles planetas.

Óxinol Assarinho vivia na ilha de Sucellus no planeta Ria.
O nome da ilha era tão antigo que ninguém sabia a sua verdadeira origem. Circulava a lenda de que a ilha tinha recebido este nome de um antigo deus do vinho e da agricultura venerado pelos lusitanos na Terra original.
Sucellus era gerida por Tuga, um homem nomeado pela imperatriz, e que cumpria na integra as directrizes imperiais.
Óxinol era um investigador energético. Trabalhava no centro de pesquisas de Ria.
Não gostava do regime nem de Tuga, nem de viver no império menos urbanizado do universo.
Os congressos em que participou noutros planetas, apenas o ajudaram a reforçar as suas ideias.
Embora não conhecesse nenhuma democracia no universo, acreditava que o trono do império devia ser democraticamente ocupado, assim como todos os cargos importantes para o império!
Mesmo tendo a democracia falhado sempre em todas as épocas anteriores da história!

Os seus contributos nas pesquisas de energia permitiram ao império optimizar a utilização de recursos, e motivaram-no de tal forma que deixou de ter vida pessoal e dedicou-se exclusivamente ao seu trabalho.
Nos seus tempos livres começou a  investigar uma nova forma de fusão nuclear que se funcionasse, seria equivalente a uma planta de fusão nível 30 tradicional, mas que consumiria menos deutério que uma planta tradicional de nível 1.
Um dia submeteu a sua ideia no centro de pesquisas em Ria.
O director do centro olhou para a ideia com alguma suspeição, mas leu o estudo de Óxinol.
Dois dias depois, reuniu-se com ele.
- Senhor Assarinho, a sua ideia é interessante, mas levanta-nos um grave problema. Esta forma de fusão não é limpa. Deixa resíduos radioactivos e como sabe, isso é proibido por lei.
- Lei imposta por uma imperatriz que não foi escolhida por ninguém.
- Senhor Assarinho, não nos cabe a nós discutir o regime. Apenas cumprir o nosso dever e a lei. Seja como for, tendo em conta a poupança de espaço e a poupança energética que propõe, vou submeter a sua proposta à imperatriz.
- Obrigado director Alcão.
- E por favor, não volte a contestar as leis do império em instalações imperiais. Existem sítios próprios para isso.

Assim que Óxinol saíu, Alcão submeteu a proposta como sendo proposta do centro de pesquisas.
Duas semanas depois, Aivota lê a proposta, junto com uma recomendação do director Alcão.
Aivota recusava-se a aceitar qualquer forma de energia poluente, mas a ideia de poder poupar espaço e assim manter o império o mais natural possível também era aliciante, e decidiu partilhar a proposta por comunicadorcom o seu amigo e colega de aliança, o imperador Matemaníaco.
Mal começou a ler a proposta, Matemaníaco disse a Aivota:
-Os meus homens investigaram isto há anos. Além de libertar resíduos perigosos, este tipo de fusão não é estável. Basta um pequeno desvio no fluxo de deutério e a planta torna-se numa bomba nuclear.
-Mat, não estás a exagerar?
-Eu sugiro-te que vejas por ti própria. Pede aos teus homens uma simulação numa holosala.
-Obrigado Mat, até à próxima.
-De nada. Até à próxima.

Aivota chamou Alcão à sua casa.
Horas mais tarde, Alcão chegou.
-Muito boa tarde sua magnificência.
-Senhor Alcão, eu quero lhe pedir que simule esta central numa holosala. Eu quero visitar virtualmente esta planta de fusão.
-Sim, senhora. A simulação estará pronta dentro de dois dias.
-Obrigado senhor Alcão.

Dois dias depois, tal como prometido por Alcão, a simulação estava pronta.
Á porta da holosala, à espera da imperatriz, estavam Alcão e Óxinol.
- Senhor Assarinho, só o facto de a imperatriz pedir uma simulação já é muito bom sinal.
- Eu revi todos os parâmetros da simulação da fusão. A simulação comportar-se-á como uma planta real.

A imperatriz chegou acompanhada do seu fiel guarda-costas Alo.
-Meus senhores, vamos a isto?
Alcão abre a porta da holosala, e todos entram.
Era impressionante estar perante aquela planta em realidade virtual.
Óxinol foi o guia de visita da planta.
Tudo corria às mil maravilhas, até que de repente a planta virtual explode, terminando a simulação e deixando os 4 dentro de uma holosala desligada.
-Que se passou? - Perguntou Aivota.
-Não sei explicar - Respondeu Óxinol.
-Vamos investigar o que se passa. -disse Alcão.
-Meus senhores, não preciso de dizer-lhes que, enquanto não for possível uma simulação segura, eu não vou sequer considerar a ideia de construir uma planta destas.
Assim que Aivota saiu, Óxinol pôs mãos à obra e passou dois meses a trabalhar na simulação, a fazer e refazer cálculos e não conseguiu perceber o que é que correu mal.
Ao fim de dois meses foi ter com Alcão.
-Senhor Alcão, acho que o problema é estarmos a tentar simular. Isto tem de ser visto no mundo real.
-Está maluco? As simulações existem mesmo para evitar problemas no mundo real. Em que é que baseia a sua afirmação?
-No facto de todos os geradores recorrerem a valores pseudo-aleatórios e não a verdadeiramente aleatórios.
-Essa razão é estúpida. Um pseudo-aleatório, é para todos os efeitos, como se fosse aleatório!

A discussão continuou, com Óxinol a apresentar razões que eram sempre rejeitadas por Alcão.
-Óxinol, a sua planta não é segura. Descubra a razão, e só depois voltaremos a submeter uma simulação  à Imperatriz.

(Continua)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

As aventuras de Capitão Lagrange - Capítulo 3 : Os outros ( parte 10 )

por Matemaníaco
(Continua daqui)
Esta história com os robots incomoda-me! Eles destruíram o nosso caça, e reconstruiram-no. Tiraram-te das minhas nanites, e puseram-te nesse corpo espectacular, e só queriam conversar connosco? Não achas isto estranho?
– Capitão, é a primeira sociedade organizada de robots que eu conheço. Para eles, desactivar um máquina e reactivá-la é normal.
– Não estejas a simpatizar com eles só porque também és artificial.
– Eles fizeram-me upload de alguns ficheiros com a história de Robótica. Tiveram muitos dos mesmos problemas que vocês.
Algumas pessoas, às portas da morte foram convertidas em IAs e até hoje ainda são IAs. Naquela sociedade, muitos já foram humanos. Internamente, é assim que funcionam... nunca precisaram de destruir um dos deles.
– E a Esperança?
– Acho estranho. Por exemplo podem ter detectado que mais alguém estava a receber as mensagens deles e desligado os comunicadores.
– Consegues ligar-te a mim, como antes?
“Assim? Agora consigo!”- NIA e Lagrange podiam comunicar como que telepaticamente.
“Porquê só agora?”
“Não sei, mas parece-me que o problema estava nas tuas nanites. Voltas lá para dentro?”
“Sim, volto, mas preciso que saibas que eu acho isto muito estranho.”
Lagrange voltou a sentar-se ao lado de Gonzalez.
– Perdoe-me a ousadia... pode dizer-me de onde conhece aquela bomba?
– É classificado.
– Classificado por quem?
– Também é classificado.
O caça sobrevoou a cratera e aterrou numa pequena pista de aterragem a norte. Lá já estavam aterrados quatro cargueiros pequenos e dois caças ligeiros.
As portas abriram-se e saiu NIA, Lagrange e por fim Gonzalez.
Serguei e um conjunto de homens armados aproximou-se do cargueiro.
– Capitão Lagrange? Disseram-nos que este caça tinha sido destruído.
– E foi – Respondeu Gonzalez.
Lagrange estendeu a mão a Serguei e diz
– Dá cá um bacalhau.
Serguei aperta a mão de Lagrange e dá-se uma comunicação entre as nanites de ambos.
– Que diabos?
– Agora aperte a mão dela, e terá as respostas que quiser.
NIA estende a mão.
Serguei aperta-a e NIA mantem-na apertada por cerca de 32 segundos, enviando-lhe pelas nanites imagens de onde esteve, partes do seu log pessoal e alguns ficheiros com a história de Robótica.
– Capitão, que se está a passar?- perguntou Gonzalez
– NIA deve estar a contar-lhe o que nos aconteceu...
– Ela também tem nanites?
– Ela é um andróide bem sofisticado.
– Andróide? Como é que eu não percebi isso? Capitão, eu gostaria de ter uma “boneca insuflável” daquelas!
– Gonzalez, só te vou avisar uma vez: Se voltas a referir-te a ela desrespeitosamente vais ter problemas sérios comigo!
– Peço desculpa capitão.
Entretanto a comunicação acabou.
Serguei olhou NIA nos olhos e depois olhou para Lagrange.

– Mas que história mais marada!
– Concordo plenamente!– Respondeu Lagrange – Onde anda o resto da frota?
– Os restantes caças ainda não chegaram. Estão a seguir o protocolo.
– Em caso de perda de contacto com a Esperança, manter as comunicações apenas em modo de recepção, e vir para aqui, certo... acho que não devem ter percebido a parte de “vir para aqui” .
Serguei fez sinal e os homens baixaram as armas.
– Se a vossa base de dados estiver intacta, vocês têm a última posição conhecida da Esperança.
Vocês os dois, acompanhem-me. Ela que espere pela nossa equipe técnica.
– Que vão fazer-lhe?
– Não estás à espera que eu deixe uma androide que veio de um exercito de robots, que destruiu e reconstruiu um dos nossos caças e sabe-se lá como, consegue monitorizar as nossas comunicações e também sabe-se lá mais o quê, circular por aqui, estás?
– Eu sei mas... eu não consigo deixar de confiar nela!
– Capitão, se a equipa técnica não encontrar nada de errado com ela, talvez eu lhe devolva a boneca.
Voltando-se para um dos homens diz-lhe:
– Quero uma equipa de técnicos, de preferência mulheres a analisar aquela androide uma equipa só de humanos a analisar aquele caça, e uma equipa médica a fazer um check-up a estes dois com a máxima urgência!

(Continua)

sábado, 3 de novembro de 2012

Histórias dos Impérios da TASCA - Volume 1
II - O culto ao deus may

por Matemaníaco
"O império de may" é um dos livros de maior sucesso em toda a TASCA.
Nele, o cronista Fernão Hopes relata a história da construcção do império e da corte do imperador mayNard.
No entanto "O império de may", não tem a importância  de "O Livro de may", provavelmente o livro religioso mais importante do universo 25.
De acordo com a introdução do livro pela evangelista Esclarecida, a revelação da divindade de may deu-se um dia, antes da abolição da roupa:
" O imperador passeava pela praia com duas das suas concubinas preferidas, quando é empurrado por um individuo que jogava à bola com outras meninas. O imperador cai sobre Esclarecida, que fazia topless.
Não reconhecendo o imperador, Esclarecida deu-lhe uma bofetada na cara e chamou-o de pervertido.
O imperador, não tolerou a bofetada e disse-lhe:
-Mas quem pensas tu que és? Para ti eu sou deus, e vais tratar-me como tal.
Esclarecida, pôs-se de joelhos e reconheceu may como seu deus, jurando espalhar a sua palavra por todo o universo se o imperador a poupasse!"

O imperador aceitou a proposta, mas acrescentou um dia de concubinato como condição para a salvação.
Assim foi. Esclarecida descreve no seu evangelho, esse dia como tendo sido o dia mais divino da sua vida, e após esse dia, faz um voto de castidade, para além de may, mais homem nenhum tocaria nela.

O livro conta com outros evangelhos de outras mulheres, que também foram iluminadas com revelações únicas e que são a inveja de praticamente todas as habitantes do universo.

Com as trocas comerciais e colonização de novos mundos, o culto ao deus may espalhou-se para além das fronteiras do império. chegando aos confins do universo.

Diariamente biliões de mulheres fazem o voto de castidade de Esclarecida, e rumam ao império de mayNard.

O próprio nome do imperador é visto como uma prova da sua divindade. Em todo o universo, o nome das pessoas começa com uma letra maiúscula.
may decidiu que o seu nome só teria uma maiúscula a meio do nome, e sendo ele deus, ninguém no universo se atreve a contradizê-lo.

De entre as biliões de mulheres, muito poucas passam os elevadíssimos e severíssimos critérios de selecção para concubinas do imperador.
Na sua eterna benevolência, may liberta do voto de castidade todas as que não passam nos critérios de selecção, que passam a ser conhecidas como "as rejeitadas por may".
Deste grupo, é grande a percentagem de fieis que muda a orientação sexual. Muitas tornam-se lésbicas ou bissexuais.
Entre o grupo das bissexuais já tem havido casos de repescagem pelo imperador.

Este culto cresceu tanto que ganhou o estatuto de religião intergaláctica, tornando o principal planeta do império no mais poderoso centro espiritual do universo, e ao mesmo tempo, o império de may no império com menos homens por metro quadrado.

A propagação desta fé continua a ser feita por grupos organizados, como as testemunhas de may, que têm o hábito regular de bater às portas ou enviar emails numa tentativa de converter as pessoas a esta fé.

Por entre os homens a fé só tem conseguido se espalhar entre a comunidade gay, mas até hoje may nunca teve um gay no seu harém, motivo pelo qual já houveram manifestações e até batalhas no espaço.

Aos homens que servem bem o imperador em batalha, é frequente o império dar-lhes acesso a uma "rejeitada" que tenha sido rejeitada por pouco.

Nesta religião as noções de paraíso ou inferno também existem e só não serão aqui descritas porque este texto não é apenas para maiores de 18 anos

Por agora ficaremos por aqui, lembrando que esta é apenas uma das muitas Histórias dos Impérios da TASCA.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

As aventuras de Capitão Lagrange - Capítulo 3 : Os outros ( parte 9 )


por Matemaníaco
(Continua daqui)


Log pessoal da andróide NIA. Terceiro dia do terceiro mês do ano 1
         Ajustar-me a um corpo andróide não foi fácil. Fizeram-me um upgrade para que eu conseguisse aceder a todas as potencialidades e sensores deste corpo. Tarefas simples que aos humanos levam imenso tempo a aprender, como falar, andar e comer foram-me transmitidas quase instantaneamente.
As facilidades acabaram aí.
Ninguém me fez um upload de um programa que me ensinasse a vestir-me ou a despir-me.
Quando finalmente a enfermeira S0N14-X3 e o auxiliar P3
me arranjaram roupas, levei cerca de uma hora a descobrir como me meter correctamente nelas.
Pelas 14horas fui apresentada ao andróide que transplantou-me das nanites para este corpo.
Curiosamente é também um modelo muito metálico.
Não vi nenhum androide como eu. Isto é, um modelo que seja indistinguível dos seres humanos a olho nu.
Disse-me que era um crime ter uma IA avançada como eu em nanites quando há aqui protoformes que precisam de IAs. 
No princípio não acreditei na conversa dele.
Foi a primeira vez que desconfiei de um robot.
Mostraram-me à cidade deles, Robótica.
Percebi que é uma sociedade de robots sem a capacidade de se reproduzir ou mesmo criar novas IAs. A sociedade foi fundada há cerca de um milhar de anos.
Tal como nós, vieram em explorações espaciais oriundas de todo o universo onde
se passou algo anormal.
Muito dos seres biológicos que vieram com eles falec
eram lá em cima nos choques entre naves e nos choques com destroços. Os robots, repararam-se uns aos outros. Com o passar do tempo, vieram outras explorações.
Algumas vindas de impérios mais bélicos bombardearam a cidade.
Os robots enviaram recicladores lá acima e com o material reciclado evoluiram as suas defesas, e desenvolveram algo nunca visto no nosso universo: Camuflagem.
Uma tecnologia que torna este sector invisível a qualquer sonda vinda de quase todas as épocas, e milhares de lançadores de misseis para quando essa tecnologia falhasse.
Ao fim da tarde, pelas 20h02 min, encontrei-me com David e com o cabo Gonzalez no que parecia ser um hospital improvisado.
Ambos olharam-me de forma estranha. David correu para mim e abraçou-me.
A frequência cardíaca
dele estava superior à que eu me lembrava.
 A pressão arterial também.
Notei que continuo a poder monitorizar e até a controlar as nanites, mesmo estando fora do corpo dele.Detectei que os protocolos de comunicação das nanites foram apagados.Pouco depois chegou lá um dos líderes de robótica, B055.
Pediu-nos desculpa pela destruição do caça, informou-nos que foi reparado que estava pronto a partir, e que há já algum tempo que monitorizava as nossas comunicações.
Em particular, disse-nos que há várias horas que não haviam comunicações entre o planeta e a nave Esperança.
Notei que David não tirou os olhos de cima de mim.
B055 disse que querem ajudar-nos a construir o império em troca da partilha de conhecimento obtida nos nossos laboratórios de pesquisa, e pediu-nos para sermos os embaixadores deles.
A mim pessoalmente, foi-me oferecido um lugar na sua sociedade.
Agradeci o meu novo corpo andróide, e disse que ia pensar no assunto.
Jantámos todos juntos e pelas 24horas, deixaram-nos partir no nosso caça em direcção ao sector 0-0.
Os nossos sensores não detectaram absolutamente nada no sítio onde estava a cidade.

Caça pesado EFAS-43243
24horas 12 minutos


Lagrange saiu do cockpit e foi ter com NIA. Sentou-se à frente dela.
NIA, eu ainda não sei o que dizer disto tudo.
Passaste o tempo todo a olhar-me.
Não consigo evitar.
O cabo Gonzalez consegue.
O cabo Gonzalez deve ser gay.
Olhe que eu ouvi isso! - Respondeu Gonzalez no cockpit! Sou muito hetero. Só aprendi a não me meter com os engates dos meus superiores.
Lagrange fechou a porta.
NIA ri
u-se.
Nunca te tinha visto a rir.
Não tenho direito a ter um sentido de humor?
Sim, tens. Peço desculpa se fui incómodo lá em Robótica.
Deixa estar. Até achei fofo. Podes tentar ser mais discreto.
Podes já não estar na minha mente, mas nunca saíste dela.
Eu também estava preocupada com vocês. E também estou preocupada com a nave Esperança.
Não estou a falar disso.
Fica-te muito bem estares preocupado comigo. Só que não é a altura indicada. Eu estou bem David, a sério!
Essa pressão arterial alta em ti está a incomodar-me.

(Continua)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

As aventuras de Capitão Lagrange - Capítulo 3 : Os outros ( parte 8 )


por Matemaníaco
(Continua daqui)

Estes tipos não brincam em serviço. Deram cabo do caça sem nos matar. Desarmaram-nos, extraíram qualquer coisa das minhas nanites, não consigo estabelecer nanocomunicação com lado nenhum e não consigo me levantar. Eles querem qualquer coisa de nós... Mas não nos estão a dar o tratamento típico de prisioneiros.
Pode ser o tratamento típico do futuro!
Pode até ser Gonzalez, mas eu sugiro que esperemos para ver.
Como é que pode estar tão calmo nesta situação?
Lembre-se do seu treino. Permanecer calmo para conseguir pensar. Você já é cabo. Comporte-se como tal.

Peço desculpa capitão. Nunca estive nesta situação.
Olhe, eu precisei de urinar e o meu uniforme não processou a urina, portanto eu estou numa situação pior!


Planeta Cronos, Tenda da sábia
12H02min
A sábia estava a fechar um negócio de compra de nanites quando o seu comunicador começou a tocar insistentemente.
Desculpe-me!
Spectrum, atende isso! Gritou a sábia.
Bem sei que isto são nanites nível 1 e já com alguma idade, mas não pode mesmo subir a oferta?
Amigo, já andamos nisto há quanto tempo? Sabes que não vou dar mais.
Aqui não há fábricas de nanites, ainda vai chegar o dia em que vou ser eu a ditar os preços.
Quando esse dia chegar, falamos. Como de costume, recebes o pagamento após a entrega, no sítio do costume. Até à próxima!
Até a próxima.
O homenzinho saiu, e logo depois chega Spectrum ao pé dela:
Maria, tens mesmo de ir ao comunicador. É o agente PéNaCov.
A sabia dirige-se ao comunicador
.
Que se passa Serguei?
Não há qualquer comunicação com a Esperança desde pelo menos as 25h de ontem.
Já passaram 13 horas. Suponho que não saibas a posição da nave nessa altura.
A posição da nave é sempre desconhecida.
Tu és um homem da TIA, sabes sempre mais do que aquilo que dizes. Diz lá o que queres e não me faças perder tempo.
Olha só quem fala. Tu também sabes sempre muito mais do que dizes e também sei que já trabalhaste para a TIA. O que eu quero é informação!
Que tipo de informação?
Sei que tens na tua base de dados um blog com cerca de dez mil anos, com o sugestivo título “A TASCA no Unverso 25”. Quero pedir-te acesso a ele.
Eu não sei onde foste buscar esse disparate, mas eu se fosse a ti mandava uma equipa investigar um caça que foi abatido no sector 45-12.
 Obrigado, e pensa seriamente em partilhar esse blog a bem porque não quero chatices contigo.
Não há blog nenhum!
Sim, claro que não... A comunicação terminou.
Spectrum anda já aqui, que preciso de ver uma coisa.
Sim sábia. Que se passa?
Eu suspeito que estás infectado com um trojan da TIA. Desliga-te.
Mas e as minhas tarefas?
Tratas delas depois.
Spectrum desligou-se, e a sábia saiu.


Planeta Cronos, sede da agência de informações. Localização desconhecida
12H15min

Serguei está reunido numa pequena sala, sentado à mesa com uma equipa de dois homens, três mulheres e 2 robots.

Um caça foi abatido no sector 45-12. Como estamos sem comunicações com a Esperança não temos mais detalhes. Não vão mandar mais caças para saber o que se passou. Portanto vocês são a equipa escolhida para investigar o que se passou, e trazer os sobreviventes se os houver.
Sector 45-12? Existe algum portal de salto terrestre por perto? Perguntou um dos homens.
Não. O mais perto está a mais de 100 km respondeu um dos robots.
Não podemos usar transportes voadores nem portais de salto. Vai ser mais uma daquelas...Exactamente o que estás a pensar Laura. Vocês os 7 foram escolhidos pela vossa excepcional capacidade de improviso. Elaborem um plano, apresentem-mo, e preparem-se para executá-lo.Serguei sai da sala, e estava um outro agente à espera à porta.
Segue-me. Preciso que me faças uma cópia de uma base de dados que está nas mãos de uma mulher. Mas que seja feita sem ninguém dar por isso.
Que tipo de base de dados?
Eu não sei, mas suponho que seja uma base antiga num formato ultrapassado.
Estou a ver. Quem é essa ex-agente?
A sábia.